Serra dá sinal verde para PSDB fazer prévias

Presidente do partido fala em ?questão resolvida? e anuncia reunião para definir regras

Christiane Samarco, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

18 de fevereiro de 2009 | 00h00

Com o sinal verde do governador de São Paulo, José Serra, o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), garantiu ao governador de Minas, Aécio Neves, que o partido atenderá à sua exigência de organizar as prévias partidárias para escolher o candidato à Presidência em 2010. Segundo o senador, em encontro em São Paulo, na segunda-feira da semana passada, Serra não apenas se disse favorável às prévias como defendeu a tese de que sua regulamentação seja feita logo."Serra está disposto a disputar as prévias. É uma questão resolvida", afirma Guerra. Logo depois do carnaval, ele planeja reunir dirigentes tucanos e representantes das duas pré-candidaturas para definir as regras. O objetivo é atender Aécio, que fixou prazo até 30 de março para uma definição."Ninguém negará a uma liderança do porte do governador mineiro o direito de disputar dentro do partido a escolha para ser candidato a presidente", acrescentou o senador. Guerra diz que a tarefa da direção, no primeiro semestre, é organizar o partido em todo o País e começar a montagem dos palanques estaduais. Para facilitar a composição com os aliados, o PSDB planeja uma agenda conjunta nos Estados com os presidentes do DEM, Rodrigo Maia, e do PPS, Roberto Freire.Apesar de, nos bastidores, a cúpula do DEM revelar clara preferência pela candidatura de Serra, que lidera com folga as pesquisas de intenção de voto, Maia afirma que a ideia das prévias tucanas não contraria seu partido. "Ruim é o impasse", argumenta. "Um processo como este pode até fortalecer as candidaturas estaduais."Em conversas de bastidor, Guerra tem argumentado que o PSDB cresceu, é um partido nacional e todos "querem e serão" ouvidos. Mas há resistências internas à consulta. Até líderes mais identificados com a candidatura de Aécio, como o senador Tasso Jereissati (CE), têm ponderado que é tarde.O argumento nesse caso é o de que a montagem e a organização da consulta consumiria tempo demais, permitindo que a candidata do governo, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, corra sozinha até a decisão final do tucanato. O partido só aguarda a resposta de uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para reunir a direção e definir as regras das prévias.

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