Serra critica PT por ação contra 2 documentos para votar

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, criticou hoje a ação direta de inconstitucionalidade (Adin 4467) impetrada pelo PT para derrubar a obrigatoriedade de dois documentos para votar: o título de eleitor e um documento oficial com foto. De acordo com ele, a exigência partiu de uma lei aprovada no Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Essa foi uma lei aprovada pelo Lula", afirmou, após encontro com mulheres no Esporte Clube Sírio, em São Paulo, em evento organizado por sua esposa, Monica Serra.

ANNE WARTH, Agência Estado

27 de setembro de 2010 | 15h56

Sobre a obrigatoriedade de dois documentos para votar, Serra defendeu: "Na verdade, é uma garantia para não ter enganação, porque o título de eleitor não tem foto. Todo o processo eleitoral se organizou em função disso." E continuou: "O presidente da República, meses atrás, sancionou essa lei. Vem o PT de última hora querer mudar a regra do jogo? É muito esquisito."

No evento, Serra pediu que suas eleitoras multipliquem o voto e consigam convencer os eleitores indecisos na reta final da campanha. "Quem puder conquistar quatro ou cinco (votos), maravilha. Sobretudo, quem for da área da saúde", afirmou. Confiante na possibilidade de ir ao segundo turno com sua principal adversária, a petista Dilma Rousseff, Serra disse que o trabalho de conquista dos votos não termina no próximo domingo. "É um trabalho grande que não termina domingo. Segunda-feira começa um trabalho que vai ter o dobro da intensidade de agora."

Do encontro no Esporte Clube Sírio participaram também o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o governador do Estado, Alberto Goldman, o candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, a vice-prefeita da capital paulista, Alda Marco Antonio, além de mulheres de políticos aliados, como Ika Fleury, Fernanda Richa e Silvia Afif.

A vice-prefeita fez um dos discursos mais inflamados. Ao explicar por que as mulheres do local preferiam votar em Serra, em vez de Dilma e da candidata do PV, Marina Silva, ela afirmou: "Mulher que pensa como homem e age de forma autoritária, nós não queremos não. Mulher que nomeia o braço direito, que emprega a família inteira para fazer negociata, é ruim para nós."

Monica Serra disse que o marido tem tudo para ir ao segundo turno. "Graças a Deus a verdade sempre vence, apesar de muitas mentiras por aí." Já o candidato Geraldo Alckmin destacou: "A vitória do Serra não é uma vitória pessoal, é uma vitória dos valores."

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