Serra critica política externa do governo federal

'O Lula nos aproximou de alguns países que, somados, não dão 1% do nosso mercado interno', contabilizou o tucano

Rubens Santos, especial para o Estado / GOIÂNIA,

20 Julho 2010 | 17h34

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, criticou nesta terça-feira, 20, a falta de investimentos do governo federal em infraestrutura e voltou a dizer que será o "presidente da produção". O tucano também criticou a política externa do governo federal. "O Lula vive viajando, mas nos aproximou de alguns países que, somados, não dão 1% do nosso mercado interno", contabilizou.

 

Em reunião com empresários de Goiás, que se reuniram na Federação das Indústrias do Estado (Fieg), Serra classificou os investimentos em infraestrutura como um fator de geração de riquezas no Brasil e em Goiás, o que desencadeará, segundo ele, o surgimento de novos polos de desenvolvimento. "Estou do lado dos que trabalham, com riscos, e produzem", disse o ex-governador. "O atual governo nćo é de produção", criticou.

 

Em uma crítica ao governo Lula, Serra disse que há empresários que socializam os prejuízos e privatizam os ganhos. "O governo ajuda para que isso aconteça. Basta ver os contratos da usina de Belo Monte e da ferrovia rápida ligando o Rio de Janeiro a São Paulo, o trem-bala", apontou. "Aí é tudo sem risco."

 

O ex-governador de São Paulo afirmou também que o governo federal terá de pagar em subsídios, pelo trem-bala, o equivalente a R$ 3 bilhões ao ano. "Para quem entra no projeto o risco é nulo; se o projeto der errado, o prejuízo será do governo", afirmou.

 

Infraestrutura

 

Durante o encontro na Fieg, seguido de almoço na Casa da Indústria, o presidenciįvel tucano explicou que os investimentos em infraestrutura serão prioritários no País. Seja na construção de ferrovias, rodovias, usinas hidrelétricas, hidrovias, portos e alcoolduto, ligando Senador Canedo (GO) a Paulínia, no interior de São Paulo.

 

Segundo o presidenciável, a ampliação da produção irá gerar demanda por mão-de-obra especializada, com a criação de novas Escolas Técnicas, com destaque para o ensino profissionalizante. "O Brasil precisa ser dominado por uma febre de ensino técnico", afirmou. "O Brasil não está precisando de propaganda, publicidade eleitoral", criticou.

 

O candidato tucano também criticou a falta de investimento em aeroportos. "Aeroportos são a questão vital", disse Serra. "Virou um problema muito sério, porque a Infraero é muito incompetente, está loteada."

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