Serra critica política econômica de Lula

Citado por Roberto Freire como nome forte para concorrer à eleição de 2010, governador de São Paulo ataca governo petista

Rose Mary de Souza, JAGUARIÚNA, O Estadao de S.Paulo

29 de junho de 2009 | 00h00

Reunidos no XVI Congresso Estadual do Partido Popular Socialista (PPS-SP), partidários da candidatura do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), criticaram, na cidade de Jaguariúna, no interior paulista, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.No painel de abertura, o ex-governador de São Paulo e atual secretário estadual do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, fez uma apresentação com base no tema do congresso, Brasil: sem mudança, não há esperança. Os tucanos Aloysio Nunes Ferreira e José Aníbal também se inspiraram na proposta do evento para conduzir suas falas em tom de crítica ao governo petista.Eleições 2010As críticas ao presidente Lula tiveram discurso exaltado do presidente do PPS, Roberto Freire, ao afirmar que a campanha eleitoral começou mais cedo. "O grande responsável é o presidente Lula, que desrespeitou a legislação iniciando campanha já há algum tempo". Na opinião dele, "há dois grandes nomes no PSDB neste momento para disputar a presidência nas eleições de 2010: José Serra e Aécio Neves". O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), também prestigiou o evento. Em sua fala, ele destacou que os democratas estão juntos com o PSDB, PPS e PV. "Já temos uma definição de caminharmos juntos sob o comando do governador Serra. A partir de janeiro vamos discutir os nomes dos candidatos com a liderança dele." Convidado mais aguardado do evento, o governador paulista foi recebido na quadra de esportes do Jaguar Tênis Clube. Serra referiu-se ao PPS como um partido irmão, que colabora com o governo do Estado. Por isso, não poderia deixar de prestigiar o congresso.Em seu discurso, fez vários comentários com alusões claras ao governo do atual presidente da República. Disse, por exemplo, que Índia e China estão indo bem, "mas o Brasil não tem uma política econômica de desenvolvimento". Em outra parte de sua fala,Serra salientou que a indústria não está mais contratando. "O Poupatempo tem 32 mil ofertas de emprego, mas a grande maioria é da área de serviços", declarou, acrescentando que houve uma época em que o País exportava muito. "Vamos voltar a exportar", disse, em tom de campanha. "Isso é a questão número 1, é estrutural".COMPARAÇÕESNo decorrer de sua palestra, o governador destacou o que considera os pontos fortes de seu governo e repetiu basicamente o que foi veiculado no último horário gratuito do PSDB veiculado na TV. "O seguro desemprego é criação minha. Lá no Poupatempo, de maio do ano passado até este ano, cresceram em 28% os pedidos do seguro desemprego", afirmou. Com críticas indiretas à administração petista, Serra lembrou que Fernando Henrique Cardoso fez vários assentamentos da reforma agrária. "Até hoje vemos que isso não evoluiu." O próximo encontro estadual do PPS ocorrerá em agosto. Desta vez, no Estado Rio.

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