Cacalos Garrastazu/Divulgação
Cacalos Garrastazu/Divulgação

Serra critica medidas anunciadas para evitar quebra de sigilo fiscal de políticos

Segundo tucano, ações apresentadas por Mantega 'tratam pessoas de maneira diferente'

Ângela Nogueira, de O Estado de S. Paulo,

15 de setembro de 2010 | 22h27

JUAZEIRO DO NORTE, CE- O candidato tucano à presidência José Serra criticou nesta quarta-feira, 15, as medidas anunciadas ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, para evitar a quebra de sigilo fiscal de políticos.

 

"São medidas que tratam as pessoas de maneira diferente. Todas são iguais perante a lei. É uma legalidade que vale para uns e não vale para outros. Toda a população deve ter sua intimidade preservada."

 

Em campanha em Juazeiro do Norte ao lado do senador Jereissati (PSDB-CE), Serra visitou a basílica de Nossa Senhora das Dores, participou de procissão, assistiu missa e rezou no último dia de romaria da padroeira da cidade.

 

Na tentativa de abafar a quebra de sigilo de pessoas ligadas a Serra feitas pela Receita Federal, Mantega anunciou ontem a criação de uma lista com os nomes de "pessoas politicamente expostas", que terão seus dados cadastrais mais protegidos do que os dos demais contribuintes.

 

A lista terá os nomes e CPFs de ministros, ex-ministros, parlamentares, ex-parlamentares, governadores, ex-governadores, ex-presidentes da República, entre outros. Na prática, a lista criará contribuintes de primeira categoria e os de segunda, que não terão seu sigilo tão protegido.

 

Pela proposta anunciada por Mantega, sempre que um funcionário da Receita tentar acessar um dos CPFs dessa lista, seu chefe imediato será automaticamente informado.

 

As propostas não têm prazo para entrar em vigor e são claramente uma tentativa de resposta à quebra de sigilo de Eduardo Jorge e de Verônica Serra, filha do presidenciável tucano.

 

Com informações de O Estado de S. Paulo

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