Serra critica horário eleitoral e excesso de marketing

O presidenciável do PSDB, José Serra, criticou hoje a "venda" de candidatos por meio do marketing político. O tucano defendeu um horário eleitoral com menos produção e mais propostas, se possível com apenas o candidato falando para a câmera, de improviso. "É chato, mas política é uma coisa chata. O que vamos fazer?", disse em encontro com empresários na capital paulista. "A gente elimina um custo e impede que candidatos sejam vendidos como iogurte ou pão de centeio."

CAROLINA FREITAS, Agência Estado

09 de agosto de 2010 | 20h33

Serra disse identificar um processo de "ocultação de candidatos" na política brasileira. "Ocultam o que o candidato é ou deixa de ser." Tucanos acusam de forma recorrente Dilma Rousseff, do PT, de se esconder sob a sombra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, evitar a exposição em debates e apenas reproduzir o discurso do governo. "O candidato precisa se expor realmente. Afinal de contas, um presidente é insubstituível. Quem ganha é quem governa. Não existe terceirização. As pessoas precisam se mostrar mais."

A fala de Serra foi recebida de forma calorosa, com aplausos, pelos cerca de 400 empresários presentes ao evento "Candidatos à Presidência falam aos empreendedores do Brasil", promovido pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). Ele recebeu da entidade um caderno com propostas do setor para o futuro presidente. Os candidatos Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) também se apresentaram no evento. Dilma cancelou sua participação. "A candidata Dilma tem evitado ao máximo debater e se expor. Não está aqui fazendo nada diferente", comentou Serra.

Na palestra, o tucano defendeu a implantação do voto distrital para vereador em cidades com mais de 200 mil eleitores já na eleição de 2012. Ele criticou o loteamento de empresas públicas na esfera federal e o "tripé perverso" da economia, formado pela alta taxa de juros, a alta carga tributária e o baixo investimento público. "O Brasil está sofrendo um colapso de infraestrutura por causa da falta de investimentos. A Dilma disse que eles melhoraram alguns aeroportos. Estou para ver um que tenha melhorado."

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