Incluir caso Alstom na CPI é 'pouco inteligente', diz Serra

Para tucano, postura da base aliada de tentar colocar temas que atingem oposição em eventual comissão da Petrobrás mostra ideia de artificialidade

JOSÉ ROBERTO CASTRO, Agência Estado

28 de março de 2014 | 14h05

São Paulo - O ex-governador José Serra (PSDB-SP) criticou nesta sexta-feira, 28, a estratégia do governo de tentar incluir o caso Alston (escândalo que envolve o pagamento de supostas propinas pela empresa francesa Alstom a políticos do PSDB de São Paulo), em uma possível CPI da Petrobrás.

Serra disse que "é uma postura pouco inteligente" e que o contra-ataque dá ideia de artificialidade. "É subestimar a inteligência das pessoas, quando você é acusado tem que se defender, o contra-ataque dá uma ideia de artificialidade e de pouca convicção quanto à defesa que se faz de si próprio."

A afirmação foi feita pelo ex-governador de São Paulo, após participar de um debate com o tema: "O golpe de 1964, o passado e o presente 50 anos depois", promovido pelo Instituto Fernando Henrique Cardoso.

Pesquisa. O tucano também aproveitou para comentar a recente pesquisa do Ibope que mostra uma queda na popularidade da presidente. "A meu ver a (popularidade) presidente Dilma está derretendo, é evidente isso. A avaliação de governo tem peso determinante na eleição. Se pegarem as últimas eleições presidenciais, de 2002 para cá, vão ver que (essa avaliação) teve papel determinante no resultado."

O tucano não quis, porém, tecer mais comentários sobre a disputa eleitoral de outubro entre a presidente Dilma Rousseff, que tenta a reeleição, seu correligionário, o senador mineiro Aécio Neves (PSDB), e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Ele se recusou a falar, também, sobre qual será o seu papel neste pleito. "A gente fala sobre isso em uma outra hora."

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