Serra critica adversários por uso político de moradores de rua

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, criticou hoje aos seus adversários pelo uso político do assassinato de moradores de rua no centro de São Paulo. ?Acho um erro querer fazer exploração político-eleitoral dessa tragédia. Essa tragédia é algo que nos deve unir, no sentido de evitar que ela se reproduza, mas ela não pode servir a interesses eleitorais para querer ganhar voto com isso. São manifestações que, na verdade, não têm papel construtivo?, afirmou o tucano, sem citar nomes.A candidata à reeleição pelo PT, Marta Suplicy, foi a primeira a se manifestar. No dia 19, nos três pontos onde aconteceram as agressões, nas ruas Tabatinguera, esquina com a rua Anita Garibaldi; 15 de Novembro, com a rua Direita, e Praça Dom José Gaspar, a Prefeitura de São Paulo levou coroas de flores e uma faixa escrita: ?Assassinados pela intolerância. Marta Suplicy, prefeita de São Paulo?. No domingo ela participou com o marido Luis Favre de ato ecumênico, na praça da Sé, em repúdio à violência praticada contra moradores de rua, onde anunciou a decretação de três dias de luto oficial pela mortes.O candidato do PP, Paulo Maluf, tratou de responsabilizar Marta pelas seis mortes de moradores de rua e também não poupou o governador Geraldo Alckmin. A ex-prefeita Luiza Erundina, que tenta voltar ao cargo pelo PP, já utilizou três vezes o caso no horário eleitoral gratuito.Para resolver o problema dos moradores de rua, Serra propõe um trabalho a médio e longo prazos em parceria com entidades da sociedade civil, como igrejas e associações de bairro. ?Para podermos levá-los aos albergues e reintegrá-los à vida social, é necessário que a Prefeitura trabalhe com entidades da sociedade civil?, afirmou o candidato, que fez campanha pela 25 de março, tendo um ilustre cabo eleitoral, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves.

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