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Serra atribui rejeição a eleição presidencial

Segundo pesquisa Datafolha, 38% do eleitorado não votaria no candidato tucano

Bruno Boghossian, de O Estado de S. Paulo

21 de agosto de 2012 | 19h35

O candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra, afirmou que o índice de rejeição de 38% na pesquisa Datafolha é um reflexo de sua participação na eleição presidencial de 2010, quando foi derrotado no segundo turno pela presidente Dilma Rousseff (PT). Serra não demonstrou preocupação com os números e destacou que muitos eleitores aceitariam votar em sua chapa.

"Eu sou o mais conhecido. Teve a eleição presidencial em 2010 e o pessoal que em geral prefere o pt ou votaram na outra candidata tem uma manifestação mais imediata", justificou, em entrevista ao telejornal SPTV, da TV Globo. "Se você olhar do outro angulo, 62% não rejeitam e aceitam votar, o que é uma porcentagem mais alta ainda."

O tucano foi confrontado na entrevista com sua renúncia à Prefeitura, em 2006, para disputar o governo de São Paulo. Serra disse que, à época, a população "aprovou" o movimento.

"Em 2006, quando saí da Prefeitura, eu fui eleito na capital com votação maior do que tive para prefeito. Ou seja, naquela épooca, a população aprovou a mudança, até porque ela veio beneficiar muito São Paulo", afirmou.

A campanha do PSDB tem usado como "vacina" para o episódio da renúncia a quantidade de obras e projetos lançados pelo governo na capital quando Serra esteve no cargo. É uma estratégia para tentar mostrar para a população que a cidade não ficou abandonada, como dizem alguns de seus adversários.

Na entrevista, Serra destacou realizações de seu mandato na Prefeitura (2005-6) e da gestão de Gilberto Kassab (2006-12), que era seu vice e o sucedeu no cargo. Ele citou a Assistência Médica Ambulatorial (AMA), o Expresso Tiradentes e a expansão do número de vagas em creches.

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