Serra ataca Marta e promete acabar com o empreguismo

Em sua primeira entrevista, depois de ter sua candidatura a prefeito de São Paulo homoloda em convenção municipal do PSDB, o ex-ministro José Serra atacou a gestão da prefeita Marta Suplicy (PT), candidata a reeleição e sua principal adversária. "A atual administração se caracteriza em arrecadar muito e por gastar muito, fazendo pouco em relação ao que arrecada" disse Serra, que também anunciou a intenção, se eleito, de "acabar com o empreguismo " na Prefeitura paulistana. Segundo ele, o orçamento da Prefeitura foi inflado com gastos de mais de R$ 100 milhões na contratação de assessores especiais. Serra ressaltou que pretende" governar São Paulo por quatro anos"., descartando a hipótese de sair candidato a governador em 2006, por exemplo. Ele também descartou a possibilidade de "federalizar" o debate sucessório municipal, afirmando que deverá se concentrar em temas relacionados com a cidade de São Paulo. Entre as prioridades de campanha e governo, ele destacou a educação e a saúde. Quanto à Sabesp, o candidato tucano disse que não tem interesse em trabalhar por uma eventual municipalização da companhia, mas sim promover uma cooperação maior entre Prefeitura e Estado em matéria de saneamento, assim como nas demais áreas. "Não sou unanimidade, mas não há surpresas a meu respeito" disse Serra, ao discursar para lideranças e militantes do PSDB. Na entrevista, ele ressaltou que jamais se manifestou contra a escolha do seu companheiro de chapa, o deputado federal Gilberto Kassab (PFL-SP), cuja candidatura a vice-prefeito também foi homologada na convenção pefelista também realizada na Assembléia Legislativa paulista, simultaneamente ao encontro dos tucanos. Segundo informações que circularam durante a semana, Serra estava insatisfeito com a indicação da Kassab, que foi secretário da administração Celso Pitta, na prefeitura de São Paulo, e teve seus direitos políticos cassados em processo de improbidade administrativa, cuja sentença acabou sendo derrubada no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Mas Serra negou que tenha questionado a escolha de Kassab pelos aliados do PFL. "Nem tenho conhecimento profundo para fazer essa escolha", pondero u. O candidato tucano evitou comentar eventuais composições caso sua candidatura chegue ao segundo turno. PSDB e PFL também homologaram em suas convenções as listas de candidatos à vereança, num total de 83 pretendentes em cada partido.

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