Serra ataca Dilma e eleva tom de críticas a Lula

'Somos o penúltimo País na taxa de investimento. Só perdemos para o Turcomenistão'

DENISE MADUEÑO - Agência Estado

25 Maio 2010 | 16h38

Foto: Dida Sampaio/AE

 

 

BRASÍLIA - Durante uma hora de participação individual no encontro com empresários promovido pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) nesta terça-feira, 25, o pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, partiu para o embate com a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, não poupando comparações e críticas a declarações da petista, enquanto respondia aos questionamentos dos empresários. "Não entendi a explicação da política cambial e de juros. Entra governo, sai governo e ficamos com a maior taxa de juros do mundo. Temos a maior carga tributária do mundo entre os países emergentes", afirmou Serra.

 

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Ele continuou no tom crítico ao falar de investimentos do País, louvados por Dilma Rousseff no encontro. "Somos o penúltimo País na taxa de investimento. Só perdemos para o Turcomenistão", disse. Em outro momento, Serra voltou a citar a petista quando afirmou que a indústria brasileira está perdendo espaço. "Se a ex-ministra está preocupada com esse assunto (indústria) quando fala de estaleiros, deveria se preocupar com as indústrias já existentes. Tem desnacionalização. A indústria vai ficando cada vez mais montadora, se liquidando por causa do câmbio."

 

O tucano pontuou críticas ao governo com realizações de sua gestão no governo do Estado de São Paulo e no Ministério da Saúde. "Conseguimos (em São Paulo) enfrentar cada uma das questões colocadas no âmbito nacional. Triplicamos a taxa de investimentos ao mesmo tempo em que melhoramos a relação dívida-receita. Conseguimos melhorar a situação financeira triplicando investimentos, sem criar nenhum novo imposto", afirmou Serra.

 

Duas críticas ao governo foram mais acentuadas pelo pré-candidato de oposição: aparelhamento político das agências reguladoras e de postos importantes do Executivo e falta de planejamento. "Falta planejamento, qualidade de gestão e falta capacidade para fazer sequenciamento dos investimentos segundo a ordem de prioridade", disse. Serra afirmou que a nomeação de indicados políticos para cargos fomenta o troca-troca e não garante maioria estável no Congresso. E questionou: "Por que um partido quer a diretoria financeira de uma empresa pública?"

 

Na defesa de uma integração no governo, o tucano repetiu hoje a frase que já provocou polêmica. "O Banco Central não é a Santa Sé. Diz uma coisa e está resolvido. Não é assim." Ele afirmou que, em seu eventual governo, não haverá disputa entre Banco Central e Ministério da Fazenda. "Comigo a equipe é integrada. Temos de ter uma integração política e fiscal. Uma política de gestão pública com planejamento."

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