Serra ataca candidatos "desocupados que só criticam"

O ministro da Saúde e pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, aproveitou hoje a solenidade de liberação de recursos para a construção de um hospital em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, para testar sua popularidade entre os tucanos mineiros e para dirigir ataques aos candidatos da oposição ao Palácio do Planalto.Apesar de não citar nomes, os principais alvos do ministro, provavelmente, foram o petista Luís Inácio Lula da Silva e o ex-governador Ciro Gomes (PPS), que, esta semana, acusou-o de ter tentado sabotar o Plano Real. "Tem gente desocupada que não tem nada para fazer, que se lança candidato e que fica criticando e amolando a vida de quem está trabalhando e eu não vou entrar na jogada", disse.Acompanhado do presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), e do ex-governador de Minas Eduardo Azeredo, Serra voltou a negar que já esteja em campanha, mas deixou claro que no ano que vem pretende deixar o Ministério para disputar as eleições. "Que eu vou me candidatar a alguma coisa, eu vou, porque sou senador em São Paulo e termina meu mandato", disse. "Agora, a quê eu vou me candidatar só será resolvido por mim no ano que vem".Apesar de negar que esteja em plena corrida pela presidência, Serra lembrou, em discurso, que foi em Contagem que o presidente Fernando Henrique Cardoso praticamente começou a caminhada que levou-o ao cargo pela primeira vez. "Foi aqui em Contagem, em 1994, que houve uma convenção do partido que foi o ponto de partida da campanha que iria mudar o Brasil", declarou.Serra foi aplaudido pelos tucanos presentes à solenidade, para a assinatura de um convênio destinando R$ 5,6 milhões às obras do primeiro hospital municipal de Contagem. O quórum que ele obteve, no entanto, entre os representantes do partido nos Legislativos federal e estadual, não foi dos melhores. Dos 12 deputados do PSDB na bancada federal, apenas dois estiveram presentes, e dos oito parlamentares estaduais da legenda, também somente dois compareceram.Mesmo assim, Serra, que teve de enfrentar o protesto de cerca de 50 servidores federais da Saúde, durante a cerimônia, garantiu que não há problemas entre ele Tasso Jereissati, com o qual divide, no momento, as apostas sobre qual será o candidato tucano. O ministro afirmou que respeita as posições de Tasso e que não vê suas idéias como ataques. "Não há hostilização", afirmou.Serra também garantiu que não há desavenças políticas entre ele e o ministro da Fazenda, Pedro Malan. "O que quero são verbas para a Saúde", disse.

Agencia Estado,

01 de novembro de 2001 | 19h03

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