Serra: acusação contra ex-diretor da Dersa é fantasiosa

O candidato do PSDB, José Serra, classificou hoje como "fantasiosas" as informações de que o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza teria arrecadado R$ 4 milhões para a campanha presidencial do PSDB e depois desaparecido com o dinheiro.

JULIA DUAILIBI, Agência Estado

12 de outubro de 2010 | 17h21

Durante o debate da Band de domingo passado, a candidata do PT, Dilma Rousseff, mencionou o engenheiro ao citar que ele "fugiu" com recursos supostamente arrecadados para custear a campanha tucana, conforme publicou reportagem da revista IstoÉ, em agosto.

O tucano negou que o ex-diretor da empresa, um dos responsáveis pelas obras do Rodoanel na sua gestão no governo paulista, tenha arrecadado dinheiro com empresários. Defendeu-o dizendo que se tratava de um funcionário "competente". "Isso não é verdade. Ele não fez nada disso, ele é totalmente inocente nesta matéria", disse o presidenciável, após participar de missa na Basílica de Aparecida, no interior de São Paulo.

"O senhor Paulo Souza era diretor da Dersa. Entrou na Dersa em 2006. E deixou a Dersa quando entrou o novo governador (Alberto Goldman). A relação que eu sempre tive com a Dersa, com a área de transportes, era através do secretário ou do presidente da empresa. Evidente que eu sabia do trabalho do Paulo Souza, que é considerado uma pessoa muito competente e ganhou até o prêmio de engenheiro do ano, no ano passado. Nunca recebi nenhuma acusação a respeito dele durante sua atuação no governo", declarou o candidato.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, publicada nesta terça, o ex-diretor da Dersa fez ameaças veladas ao PSDB e cobrou que o candidato o defendesse das acusações de Dilma. "Não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam esse erro", declarou Souza.

Serra disse que a informação é um factoide, feito para "pegar a imprensa". "Alguns funcionam, como este que estamos vendo agora. Vai fazendo uma tempestade não num copo, mas num cálice de água", disse o tucano. "Portanto é um assunto que não tem pé nem cabeça, do ponto de vista de achar que isso explica A, B ou C. Isso é completamente ridículo", completou.

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