Serra acusa Vox Populi de maquiar números de pesquisas

Segundo declarou o tucano, 'trata-se de um instituto de comprovada falta de credibilidade e que maquiou os resultados no primeiro turno inteiro'

Alfredo Junqueira/RIO, Agência Estado

19 de outubro de 2010 | 19h43

O candidato à Presidência da República, José Serra, criticou nesta quinta-feira, 19, o instituto Vox Populi, que divulgou pesquisa nesta quinta mostrando o tucano 12 pontos porcentuais atrás da candidata do PT, Dilma Rousseff. "Pesquisa do Vox Populi nós não levamos em consideração porque trata-se de um instituto de comprovada falta de credibilidade e que maquiou os resultados no primeiro turno inteiro", disse. O tucano concedeu entrevista no escritório do deputado Fernando Gabeira (PV), no Rio de Janeiro, antes de participar do Jornal Nacional.

 

Também no Rio, Serra anunciou que, se eleito, pretende governar com a parceria dos chefes dos Executivos estaduais e municipais independentemente de suas filiações partidárias. O anúncio aconteceu no mesmo dia em que o governador reeleito do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), reuniu prefeitos de todo o Estado para promover ato de campanha em favor de Dilma. O tucano citou o próprio Cabral como exemplo de futuro parceiro em investimentos no território fluminense - em especial para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

 

Conforme Serra, ele sempre teve uma "boa relação pessoal" com o governador do Rio. "E essa relação vai se manter do ponto de vista administrativo. Não quero que exista a menor dúvida sobre isso", disse ele, que, no primeiro turno, teve um de seus piores desempenhos no Estado do Rio, onde obteve 22,53% dos votos.

 

O tucano participou de rápida coletiva de imprensa no terraço do prédio onde o deputado federal Fernando Gabeira, candidato derrotado ao governo do Rio pelo PV, tem um escritório. Na segunda-feira, 18, Gabeira anunciou apoio ao tucano.

 

Serra também criticou o uso de um jornal e de uma revista da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na campanha de sua adversária. Na segunda-feira, 18, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atendeu a um pedido da coligação do tucano e proibiu a distribuição das publicações. Segundo o candidato, a CUT faz propaganda política a favor de Dilma.

 

"Esse é o cotidiano do trabalho do PT, que é manipular as entidades sindicais que recebem dinheiro público. Há um imposto que existe sobre os salários da Força de Trabalho e a CUT está fazendo propaganda inclusive com propaganda da Petrobras (nas publicações)", afirmou Serra. "É a privatização da Petrobras e da CUT que estão servindo a um partido."

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