Serra acha 'inaceitável' Estados ficarem sem CPMF em 2008

Na última terça, senadores do PSDB decidiram encerrar negociações com o governo e votar contra tributo

Paulo Darcie, do Estadão,

08 de novembro de 2007 | 16h16

O governador José Serra (PSDB) acha inaceitável que os Estados deixem de receber em 2008 os valores em investimentos provenientes da arrecadação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). "Não tem sentido nenhum imaginar um corte dessa natureza, nesse ou em outros Estados", afirmou, referindo-se ao estudo divulgado nessa quarta-feira pelo Ministério da Fazenda, que revelou que o Estado de São Paulo deixaria de receber R$ 3,77 bilhões no ano que vem caso o tributo não seja mais cobrado.   Veja também:    Entenda como é a cobrança da CPMF  Estudo: governo quer mostrar importância da CPMF para Estados Governo tem mais que o suficiente para votar CPMF Veja a proposta do governo sobre a CPMF apresentada ao PSDB PSDB encerra negociação e decide votar contra CPMF Governo atacará no 'varejo' para conseguir votar CPMF PMDB fecha a favor da CPMF; Renan se abstém em decisão   Na última terça-feira, a bancada do PSDB no Senado decidiu encerrar as negociações com o governo e votar contra a prorrogação do tributo. O posicionamento dos senadores contraria Serra e o governador mineiro Aécio Neves, que têm trabalhado nos bastidores pela continuação da cobrança. Mas só a Executiva Nacional do PSDB pode fechar questão e obrigar seus parlamentares a seguirem a orientação, sob pena de serem punidos até com expulsão. Mapeamento   O mapeamento do Ministério da Fazenda, distribuído entre senadores com o objetivo de convencê-los a votar a favor da prorrogação da CPMF, projeta os valores que cada unidade da Federação pode deixar de receber caso o tributo seja extinto. O dinheiro arrecadado com a CPMF não é repassado diretamente, e sim aplicado em despesas e ações do governo federal nos Estados. Os valores revelados no estudo são baseados nos investimentos federais recebidos entre janeiro e setembro de 2007, que tenham vindo do montante arrecadado com o tributo. São Paulo seria o mais prejudicado de todos os Estados. Nos outros Estados governados pelo PSDB, Minas ganhou R$ 1,61 bilhão;  Rio Grande Sul, R$ 1,05 bilhão; e Alagoas, R$ 213 milhões. Se deixar de receber esse montante, o Estado de São Paulo seria afetado em investimentos considerados essenciais pelo governador. "Cortaria investimentos em estradas vicinais, trens metropolitanos e obras de combate a enchente", afirmou José Serra. (Com Christiane Samarco, do Estadão)

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