Serra acha difícil Brasil conseguir cadeira no CS da ONU

O ex-governador de São Paulo José Serra criticou hoje a polícia externa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que acha muito difícil que o governo brasileiro consiga apoio para uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU. O tucano avaliou que a diplomacia econômica no exterior não funcionou na administração do petista. "O governo do ex-presidente Lula conseguiu, em oito anos, não assinar nenhum tratado de livre comércio, nenhum acordo bilateral ou importante, só uma coisinha com Israel".

GUSTAVO URIBE, Agência Estado

08 de dezembro de 2011 | 20h28

Serra participou hoje do 1º Encontro Nacional do PPS Sindical, na capital paulista. Segundo ele, a política brasileira de ter aberto embaixadas em diversos países do mundo, inclusive em países "muito pequenos", não tem retorno. "O objetivo foi por motivos políticos de promoção e também por causa da ideia do Conselho de Segurança da ONU", afirmou. "O Brasil quer integrá-lo e vive paquerando os países do mundo para conseguir apoios nessa direção, coisa que acho muito difícil que ocorra", disse.

Em palestra, o tucano criticou a alta carga tributária nacional e o atual patamar da taxa básica de juros, atualmente em 11% ao ano. "O ex-presidente tem razão quando diz que nunca a elite financeira ganhou tanto quanto no governo dele". Serra avaliou, ainda, que a economia brasileira passa por um processo de desindustrialização e ironizou o fato da história política do ex-presidente Lula ter origem no movimento sindical. "Nós tivemos um processo de desindustrialização acelerado", afirmou. "É uma ironia que em um País cujo presidente, que tem origem de trabalhador operário, tenha presidido a fase mais acelerada da desindustrialização do País".

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