Serra aceita apoio de Quércia para 2010, mas diz que é cedo

Mais cedo, presidente do PMDB de SP declarou ser a favor de eventual candidatura dele à Presidência

ANNE WARTH, Agencia Estado

24 de abril de 2008 | 17h58

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse nesta quinta-feira, 24,  que aceita a manifestação favorável do presidente da Executiva Estadual do PMDB e ex-governador Orestes Quércia, que declarou mais cedo ser a favor da uma eventual candidatura dele a presidente nas eleições de 2010. Apesar disso, Serra disse que ainda é cedo para discutir a questão e ressaltou ter sido eleito para governar o Estado. Veja Também: Ouça o discurso de Kassab  PMDB formaliza apoio à reeleição de KassabKassab fecha aliança com PMDB, mas PSDB é prioridade"Se alguém diz que vai indicar seu nome para presidente, eu aceito. Mas ainda é muito cedo para discutir essa questão eleitoral", disse, após participar de uma cerimônia para o reconhecimento das quatro primeiras Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPTNs) pela Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo."Fui eleito para ser governador de São Paulo, não para ser candidato. Acho que 2010 ainda está muito distante, mas qualquer observação favorável a mim eu sempre acho muito bom", acrescentou. Serra evitou fazer comentários a respeito da aliança entre PMDB e DEM para as eleições municipais da capital paulista neste ano e a posição do PSDB nessa coligação.Embora considere muito cedo discutir o pleito de 2010, o governador de São Paulo também admitiu, durante o evento, que, na política, é necessário ter uma espécie de "estrabismo benigno". No discurso, Serra afirmou que, muitas vezes, o governo de São Paulo tem desgate político ao atuar na defesa do meio ambiente, principalmente quando isso envolve a remoção de famílias que habitam áreas de risco. "O governo tem de olhar para o hoje, até pelos interesses políticos do momento, mas também tem de olhar para o futuro. O governo tem obrigação de olhar para o amanhã", declarou. "Eu digo, e sempre repito que temos de ter um certo estrabismo benigno no governo, um olho no presente e o outro no futuro. É necessário", acrescentou.PTSobre isso, o governador criticou o PT, citando, especificamente, a ocupação de áreas de reserva da Serra do Mar, na região de Cubatão, na Baixada Santista (SP), desde o fim dos anos 70. "Eram casinhas, mas hoje são 40% do eleitorado de Cubatão. Não é para menos que vereadores do PT andam agora fazendo agitação contra as ações do governo do Estado", ironizou. Serra destacou: "Eles (PT) não ligam para o meio ambiente e querem obter votos."De acordo com o governador, a ação de remoção de moradias nessas áreas e a construção de conjuntos habitacionais para abrigar a população custarão, aproximadamente, R$ 500 milhões, o que, "proporcionalmente, não dá voto". Outras ações semelhantes são feitas nas áreas das Represas de Guarapiranga e Billings e nas Favela de Heliópolis e Paraisópolis, segundo o governador paulista.

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