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Série sobre salários de juízes é premiada

Reportagens da ‘Gazeta do Povo’ vencem prêmio concedido pela ANJ; para entidade, ninguém pode se pretender acima da lei

Leonencio Nossa, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2016 | 05h00

BRASÍLIA - A Associação Nacional de Jornais (ANJ) entregou nesta quarta-feira, 28, a uma equipe do jornal Gazeta do Povo, de Curitiba, o Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa de 2016. Em solenidade em um hotel de Brasília, os jornalistas paranaenses foram premiados por uma série de reportagens sobre salários acima do teto no Judiciário e Ministério Público. A série motivou 48 ações judiciais de juízes e promotores contra os profissionais, causando repúdio na opinião pública e na imprensa.

Ao entregar o prêmio, o diretor-presidente do Grupo Estado e vice-presidente da ANJ, Francisco Mesquita Neto, lembrou que, nos anos anteriores, a entidade reconheceu personalidades do Judiciário. Em 2008, o prêmio distinguiu o então ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto – que, em relatório, considerou a antiga Lei de Imprensa incompatível com a Constituição – e, no ano passado, a atual presidente da Corte, Cármen Lúcia, por rejeitar a necessidade de autorização prévia para biografias.

“Como demonstra a relação dos premiados em anos anteriores, a ANJ reconhece a enorme importância do Poder Judiciário na garantia de liberdades individuais e coletivas e da liberdade de imprensa em particular, nos termos da Constituição”, afirmou. “Ninguém, nenhuma instituição, contudo, pode se pretender acima da lei.” 

O presidente da ANJ, Marcelo Rech, destacou que 39 profissionais do setor morreram nos últimos 24 anos. Rech citou ainda o caso de “capangas” de um candidato a vereador da Baixada Fluminense, no Rio, Eduardo Gordo (PMDB), que recolheram, na manhã desta terça-feira, 27, o suplemento São Gonçalo, do jornal Extra, e exemplares de O Fluminense. Esses jornais divulgaram denúncia do Ministério Público Federal contra o candidato.

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