Raquel Cunha/TV Globo
Raquel Cunha/TV Globo

'Seria uma insanidade fazer essa ruptura neste momento', diz Huck sobre candidatura

Ao participar de evento, apresentador lembrou dos filhos, disse que gosta do que faz e que exerce um papel importante na televisão

Eduardo Laguna e Francisco Carlos de Assis, O Estado de S.Paulo

27 Novembro 2017 | 19h07

O apresentador Luciano Huck disse nesta segunda-feira, 27, que seria uma "insanidade" abandonar sua carreira na televisão e lançar candidatura à Presidência da República ao reafirmar, durante evento na capital paulista, que não pretende disputar a corrida pelo Palácio do Planalto no ano que vem.

Ao participar de fórum promovido pela revista "Veja", Huck lembrou dos filhos, disse que gosta do que faz e que exerce um papel importante na televisão. "Seria uma insanidade fazer essa ruptura neste momento", afirmou o apresentador. "Hoje, vou seguir onde estou", complementou.

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Apesar disso, negou que a possibilidade de perder dinheiro com a escolha por concorrer a um cargo público – abandonando contratos publicitários – tenha influenciado na decisão. Huck contou que recebeu todo o apoio de sua esposa, a apresentadora Angélica, e que foi transparente com a TV Globo, emissora na qual trabalha, no período em que refletiu se deveria sair como candidato.

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Voltou a afirmar, como já tinha relatado em artigo publicado pela "Folha de S.Paulo", que pretende participar da vida política do País e que ao se aproximar de dois movimentos civis - Renova Brasil e Agora - conheceu um grupo que, se fosse candidato, comporia seu gabinete. "Temos que abrir espaços a novas cabeças e gerações."

Huck contou que foi o economista Paulo Guedes quem o incentivou a trilhar uma carreira política. "Ele tem capacidade de enxergar antes dos acontecimentos e disse para estar preparado a um cenário de descrédito na política", disse. "Mas nunca falei que era candidato", deixou claro.

Sobre sua posição no espectro político, considerou não ser nem de direita, nem de esquerda, mas sim de bom senso. Também avaliou não haver no momento uma opção de centro, assim como uma figura capaz de "ressignificar" o sistema político.

"Quero jogar luz no que vem por aí, olhar para a geração que tem o que servir. Não vejo ninguém que possa aproveitar o que temos aqui. Temos uma chance enorme de ressignificar o sistema como um todo", assinalou.

A respeito do senador Aécio Neves, pego numa gravação em que pede dinheiro ao empresário Joesley Batista e que era seu amigo pessoal, Huck disse ter se decepcionado com o político mineiro e que ficou surpreso com seu "modus operandi". "Levante a mão quem nunca se decepcionou com um amigo. Óbvio que fiquei decepcionado", afirmou, acrescentando que não voltou a ver Aécio após o escândalo.

Questionado se considerava o presidente Michel Temer um político honesto, Huck disse acreditar que não, considerando o que lê nos jornais.

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