'Seria mais conveniente se ele não saísse'

Integrante da ala peemedebista pró-Dilma, o ministro da Saúde, Marcelo Castro (PI), considerou que, em razão da abertura do processo de impeachment contra a presidente, seria mais "conveniente" que o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, não desembarcasse agora do governo. Ligado à bancada do PMDB da Câmara, o ministro ressalta que permanecerá na pasta e trabalhará para assegurar que os deputados da legenda que irão compor a comissão do impeachment sejam defensores do mandato da presidente.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2015 | 02h02

Como o sr. avalia o desembarque do ministro Eliseu Padilha do governo Dilma?

Pelo o que li, o Padilha está aborrecido pelo motivo de uma nomeação na ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). Ele tomou como uma desconsideração e saiu. Então, para todos os efeitos, os motivos são esses.

Mas não é um momento delicado para deixar o governo?

Não sei a profundidade do aborrecimento dele, mas acho que, neste momento, por ter sido admitido o impeachment pelo Eduardo Cunha, dá margem a essas especulações. É uma hora muito ruim, uma hora delicada. Seria mais conveniente para todos se ele não estivesse saído.

Há pressão interna no partido para que o PMDB deixe suas respectivas pastas?

Não há nenhuma possibilidade de eu deixar o ministério. Não há pressão de ninguém. Nós estamos apoiando o governo da presidente Dilma. Estamos satisfeitos, compartilhando a administração e nós estamos francamente dizendo que não há nenhum fato gerador de um processo de impeachment. Não há crime de responsabilidade, não há nada. Alguns integrantes da bancada consideram que, com a saída de Padilha, Temer (

Michel, vice-presidente) deixou suas digitais a favor do impeachment.

Concorda?

De jeito nenhum.

Não é estranho o silêncio do vice-presidente Michel Temer sobre o impeachment da presidente?

Não tenho como responder

isso.

O senhor tem participado das negociações da comissão que vai tratar do impeachment?

Estou participando, conversando com os colegas. A ideia é que as pessoas que sejam indicadas estejam dispostas a defender com todas as forças, com toda a convicção, o mandato da presidente Dilma. / E.D.

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