Sérgio Naya não consegue impedir leilão de seus hotéis

O empresário e ex-deputado Sérgio Naya tentou até o último dia impedir o leilão de seus hotéis Saint Paul e Saint Peter, localizados no centro de Brasília. Na manhã de hoje, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu uma ação assinada pelos advogados do ex-parlamentar na qual era solicitada a suspensão da venda dos imóveis. No entanto, o ministro do STJ Raphael de Barros Monteiro rejeitou o pedido da defesa de Naya e manteve o leilão.A idéia é utilizar o dinheiro arrecadado com a venda dos hotéis para pagar indenizações às vítimas do desabamento do edifício Palace II, ocorrido no carnaval de 1998, no bairro da Barra da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro. O prédio foi construído por uma das empresas de Naya. Antes do STJ, desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ) do Rio já tinham decidido pela realização do leilão.Para tentar convencer o STJ a suspender o leilão, os advogados de Naya chegaram a afirmar que a medida lembra os tempos da ditadura. "Se, de fato, democracia existe, se tratando igual idem, decerto, este apelo há de ser acolhido, eis que, o decidido, bem relembra os nefastos tempos ditatoriais", sustentaram os advogados do empresário.O ministro Barros Monteiro utilizou justificativas técnicas para rejeitar o pedido dos advogados de Naya. Ele citou a súmula 41 do STJ segundo a qual "o Superior Tribunal de Justiça não tem competência para processar e julgar, originariamente, mandado de segurança (a ação utilizada pelos advogados de Naya) contra ato de outros tribunais ou dos respectivos órgãos".

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