Sérgio Guerra: eleição deve ser disputada 'no pau'

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, acredita que a eleição presidencial do segundo turno será disputada "no pau" e não como indicam as pesquisas eleitorais, que apontam vitória da candidata do PT, Dilma Rousseff, por uma vantagem de pelo menos 10 pontos porcentuais. "Tem muita chance do nosso candidato ser vitorioso", afirmou ele, há pouco, ao votar no bairro de Boa Viagem, zona sul do Recife. "Quem ganhar vai ganhar por um pedaço pequeno."

ANGELA LACERDA, Agência Estado

31 de outubro de 2010 | 13h22

Para Guerra, as pesquisas "estão equivocadas". "O nível de diferença para as pesquisas que temos é relevante, o que nos deixa em condições competitivas", declarou, sem informar o resultado das pesquisas internas em que se baseou para dar a declaração. "No primeiro turno, todas as pesquisas apontavam placar semelhante a esse, com Dilma vitoriosa, o que não se confirmou."

Na sua avaliação, o resultado da eleição pode ser afetado pelo nível de abstenção. Ele não se arrisca a dizer se tal fato será mais favorável a Dilma ou a Serra. "Qualquer coisa que se fale, é menos seguro do que as pesquisas", observou.

Ao avaliar o nível desta campanha, Guerra disse ser "algo que não honra a tradição democrática brasileira". Para ele, Dilma teve postura ofensiva no segundo turno, enquanto no primeiro turno, "quem foi ofensivo do ponto de vista da discussão dos temas foi a imprensa". Segundo ele, foi "a imprensa que levantou um conjunto de questões que atingiram a campanha de Dilma, não nós".

No geral, "a campanha toda foi prejudicada pela falta de respeito à lei", ao criticar a postura do presidente Lula. "Lula foi presidente duas vezes e foi o chefe dessa campanha, ele mesmo disse", observou. "Ele mesmo se assumiu como cabo eleitoral da campanha de Dilma", destacou. "O presidente tem de ser presidente de todos, os brasileiros estão divididos quase pela metade". "O presidente tem de ser de todos, tem de preservar seu papel e preservar a democracia, as instituições e a respeitabilidade."

Guerra iria embarcar no início da tarde para São Paulo, onde acompanha a eleições e o seu resultado ao lado de José Serra.

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