Sérgio Côrtes e Nelson Jobim são da cota pessoal de Dilma, afirma Temer

Para vice-presidente eleito, o PMDB 'vai ter um quadro compatível com o seu tamanho e isso a presidente Dilma já acertou com todos nós'

Rosa Costa, Agência Estado

01 Dezembro 2010 | 13h56

O vice-presidente eleito e presidente do PMDB, deputado Michel Temer, disse hoje que as indicações para os ministérios da Saúde e da Defesa, respectivamente Sérgio Côrtes e Nelson Jobim, são da cota pessoal da presidente eleita, Dilma Rousseff. Segundo ele, o partido pleiteia cinco ministérios. "Estamos ajustando os problemas", afirmou. Preferencialmente o PMDB quer duas indicações da bancada da Câmara e duas do Senado. "Se eu tiver uma cota pessoal, eu também indicarei um nome", disse.

 

De acordo com Temer, não existe no PMDB a insatisfação divulgada pela imprensa hoje porque o partido sabe que Dilma está sensível para atender aos pedidos da legenda. "O PMDB vai ter um quadro compatível com o seu tamanho e isso a presidente Dilma já disse e já acertou com todos nós. Não haverá dificuldade nenhuma nessa relação", afirmou.

 

Como exemplo, Temer citou o telefonema que recebeu na manhã de hoje do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que também é do PMDB, informando que indicou Sérgio Côrtes para a pasta da Saúde, na cota pessoal da presidente Dilma, atendendo a um pedido que ela lhe fez. Segundo Temer, Cabral disse que Dilma o chamou pedindo que indicasse um técnico para o cargo e mais tarde adiantou que apreciava muito o trabalho de Sérgio Cortes.

 

"O noticiário de hoje é muito prejudicial a todos nós", disse Temer, referindo-se à insatisfação do PMDB e do PT com a composição do futuro ministério. "Não está acontecendo nada disso. O que há é o desconforto daqueles que querem um pouco mais e um pouco menos. Mas nada que nos preocupa", afirmou Temer, ao deixar o gabinete do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), com quem se reuniu por cerca de uma hora, junto com o líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL).

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