Sérgio Côrtes deve ocupar Saúde no governo Dilma, diz Cabral

Indicação feita pelo governador do Rio foi discutida na noite de segunda-feira em uma reunião de três horas com a eleita

André Jubé Vianna, da Agência Estado,

30 Novembro 2010 | 17h54

BRASÍLIA - A presidente eleita, Dilma Rousseff, deverá discursar no encerramento do seminário sobre saúde que a equipe do governo de transição promove nesta quarta-feira, 1º, no auditório do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. Nesta terça-feira, 30, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), indicou que o futuro titular da pasta no governo Dilma será o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes. A indicação foi discutida na noite de segunda-feira, 29, em uma reunião de três horas com a eleita.

 

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A presença de Dilma em evento com essa temática sinaliza a relevância que ela pretende dar ao Ministério da Saúde em seu governo. O seminário contará com 34 convidados da área de saúde e dois expositores: o atual ministro da pasta, José Gomes Temporão, e o médico Adib Jatene, que foi titular da Saúde nos governos de Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso. Caberá ao vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB), a coordenação dos debates.

De acordo com a programação, o evento começa às 14 horas e Dilma encerra as atividades com um discurso às 17 horas. Seu pronunciamento é aguardado com expectativa, porque ela não aparece em público em Brasília, sede do governo de transição, há quase um mês. A última vez foi no dia 3 de novembro, quando concedeu entrevista coletiva, logo após a eleição, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Planalto.

Nesse período, Dilma falou rapidamente com a imprensa fora do Brasil, quando acompanhou Lula na cúpula do G-20 (grupo das 20 maiores economias industriais e emergentes do mundo) na Coreia do Sul. Nesta terça, ela acompanhou Lula em solenidade de inauguração das eclusas de Tucuruí, no Pará.

Imprensa. Dilma tem evitado a imprensa. Sua rotina de trabalho tem sido cumprida longe dos holofotes, revezando reuniões fechadas na Granja do Torto, no CCBB e em jantares com Lula no Palácio da Alvorada.

Ela não apareceu, por exemplo, para anunciar a equipe econômica na última quarta-feira. Preferiu indicá-los por nota oficial, seguida de uma entrevista coletiva mediada pelo deputado José Eduardo Cardozo, um dos coordenadores do governo de transição. A expectativa é de que os próximos ministros sejam anunciados também por nota oficial.

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