Sergio Cabral inicia indicação de secretariado

O governador eleito do Rio, Sergio Cabral Filho (PMDB), começou a indicação do seu secretariado por homens de sua confiança. A previsível escolha do tesoureiro de sua campanha, o advogado Régis Fichtner, para o Gabinete Civil, foi elogiada por aliados e adversários. Braço direito de Cabral, Fichtner é também o suplente dele no Senado. Deixará a cadeira para o segundo suplente, o peemedebista Paulo Duque, de 79 anos, um antigo quadro do partido no Rio."Ele foi escolhido tesoureiro justamente porque é uma pessoa de grande credibilidade", defendeu o vice-governador eleito, Luiz Fernando Pezão. "Achei natural a escolha dele, afinal é o homem de confiança do Cabral", opinou Luiz Paulo Corrêa da Rocha, presidente do PSDB do Rio. "Tenho excelente impressão sobre ele, que é muito hábil", disse o deputado Moreira Franco (PMDB).De perfil discreto, Fichtner sempre ocupou postos estratégicos em torno de Cabral. É sócio de um grande escritório de advocacia e leciona na PUC-Rio. Quando o senador foi presidente da Assembléia Legislativa do Rio, Fichtner foi nomeado procurador-geral da casa. O convívio com os deputados estaduais será agora importante para o novo secretário, que deverá acumular funções hoje distribuídas no governo de Rosinha Garotinho em secretarias como a de Governo e de Controle. O novo governador pretende fundir várias secretarias para enxugar o organograma."Fichtner tem boa experiência na articulação política e também habilidades para ser um comandante do secretariado", disse Pezão, que também ganhará uma pasta. O mesmo acontecerá com os outros dois membros da equipe de transição de Cabral: Sergio Ruy Barbosa e Wilson Carlos Carvalho. Os dois foram chefes de gabinete de Cabral na Assembléia do Rio. Carvalho foi o coordenador executivo da campanha do governador eleito. Cabral, que descansa com a família em Mangaratiba, no litoral sul do Rio, confirmou que os quatro encarregados da transição serão secretários, mas só especificou até agora o papel de Fichtner.Embora evite a idéia de loteamento político, o novo governador pode convidar partidos aliados para compor o secretariado. Um dos primeiros da fila é o PT de Benedita da Silva. A ex-governadora esforçou-se na rua em campanha por Cabral e o levou até o presidente Lula. Agora, o partido dela espera um convite do novo governador e já formou até uma comissão para cuidar do assunto.

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