Sérgio Cabral decreta calamidade pública em 7 municípios do Rio

Somente em Teresópolis, duas mil famílias estão desabrigadas; mortos passam de 600

Estadão.com.br, com informações da Agência Brasil

16 de janeiro de 2011 | 12h21

PAULO - O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, decretou, na manhã deste domingo, 16, estado de calamidade pública nos municípios de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Bom Jardim, São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro e Areal.

 

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A decisão foi tomada, segundo o governo, para dar mais agilidade na contratação de serviços, aquisição de materiais e execução de obras na região serrana, atingida pelas fortes chuvas dos últimos dias. O decreto de estado de calamidade pública permite dispensa de licitação para reabilitação das cidades destruídas.

 

Os decretos entram em vigor nesta segunda-feira, 17, quando saem publicados no Diário Oficial do Estado. A medida terá validade de 180 dias consecutivos e ininterruptos, contados a partir do dia 12 de janeiro.

 

Destruição

 

Cerca de 2 mil casas foram destruídas pela enxurrada da semana passada em Teresópolis, segundo levantamento da prefeitura do município.

O secretário municipal de Ação Social de Teresópolis, Rudimar Caberlon, já digitalizou o cadastramento de 1.200 famílias que não têm condições de voltar aos seus imóveis, totalmente danificados pelas chuvas. Outras 700 famílias já foram cadastradas, mas ainda falta digitalizar as informações, o que deve ser concluído hoje (16), segundo Caberlon.

 

Na segunda-feira, 17, ele espera passar os números totalizados aos governos estadual e federal, para iniciar o processo de aluguel social, recurso pago às famílias para tentarem alugar um imóvel na região.

 

"Vamos começar uma campanha com as imobiliárias para conseguirmos o máximo de imóveis. O aluguel social é garantido, pois todo mês é depositado pelo governo", disse Caberlon. O valor do aluguel social deve ser definido amanhã.

 

O secretário também pediu à população para manter as doações de alimentos. "Precisamos de arroz, feijão, farinha, óleo, sal, macarrão e outros alimentos não perecíveis." Ele também pediu a doação de mobília, eletrodomésticos e demais utensílios para os desabrigados.

 


 

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