Serasa: aumenta número de cheques sem fundo

Pesquisa nacional de inadimplência da Centralização de Serviços dos Bancos (Serasa), maior empresa de informações e análises econômico-financeiras do País, mostrou que o volume de títulos protestados (pessoas físicas e jurídicas) e o de cheques sem fundos registraram alta em fevereiro, na comparação com igual período do ano passado. Para cada mil cheques emitidos, 11,1 foram devolvidos no período em análise, contra 9,8 cheques de fevereiro de 2000. O índice de devoluções registradas em fevereiro é igual ao registrado em março de 2000, a maior marca desde 1991, ano em que foi criado o índice. O volume também é maior do que o registrado em janeiro de 2001, que fechou abaixo do esperado, 10,7 devoluções a cada mil compensados.O crescimento da inadimplência foi liderado pelos protestos de pessoas física e jurídica que vinham registrando, em todo o País, quedas sucessivas desde setembro de 98 (na comparação com iguais meses dos anos anteriores) e apresentaram crescimento de 11,8% na relação fevereiro 2001/2000, numa análise por dias úteis. Os protestos de pessoas físicas tiveram crescimento de 14,7% e os protestos contra pessoa jurídica cresceram 10,6%. Na comparação por dias corridos, houve quedas nos protestos de pessoa física (-7,2%), pessoa jurídica (-10,5%), e no total (-9,5%). Foram protestados 123 mil títulos de pessoas físicas em fevereiro, ante 132 mil no mesmo mês de 2000. No caso de pessoas jurídicas, foram 280 mil protestos em fevereiro de 2001, contra 312,6 mil em fevereiro de 2000.O volume de falências requeridas no segundo mês do ano registrou queda de 27,6%, na comparação com o mesmo mês de 2000. As falências decretadas em fevereiro apresentaram queda de 23,2%. De acordo com o estudo, o número de concordatas requeridas tiveram aumento de 17,2%, na comparação fevereiro 2001/2000. O crescimento da inadimplência no mês passado também é decorrente do alongamento dos prazos de financiamento com cheques pré-datados. Um outro fator que contribuiu para o aumento dos cheques sem fundo foi o alongamento de prazos oferecido por empresas menos estruturadas, que tentam seguir o modelo de empresas mais organizadas, as quais contam com instrumentos adequados para a concessão de crédito. Outro fator se refere ao maior volume de negócios decorrente da melhoria no nível da atividade econômica, que leva a um aumento do crescimento, não proporcional, da inadimplência.

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