Ser ministro é ''''um verdadeiro sacrifício'''' para Gil

Ele diz que só compôs 2 músicas

Jamil Chade, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2014 | 00h00

Em entrevista publicada ontem no jornal francês Liberation e reproduzida em outros diários da Europa, o ministro da Cultura brasileiro, Gilberto Gil, confessou que, ao aceitar o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, temeu não atingir seus objetivos no cargo. Hoje, após quase cinco anos na Esplanada, o temor é outro: a falta de tempo para dar seguimento à carreira na música.Segundo o jornal, Gil reduziu de 200 para 50 o número de shows por ano. Além disso, desde o início de seu mandato, em 2003, só compôs duas músicas. ''''O sacrifício (de ser ministro) não é apenas financeiro'''', diz, sobre a diferença entre seu salário como chefe da pasta e músico mundialmente reconhecido. ''''Toca também no meu desejo de expressão e de comunicação, além da demanda do meu público.''''Mas Gil garante que está surpreso com sua performance como ministro. ''''Estou me saindo melhor que pensava. Tinha medo de não conseguir acordar cedo.'''' O diário informa que Gil triplicou o Orçamento do ministério e tem como meta democratizar a cultura.

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