S&P: Brasil pode ter falta de energia

A Standard & Poor´s divulgou um relatório em Nova York afirmando que "o mercado de eletricidade no Brasil compartilha duas características comuns e estruturais com o da Califórnia: a falta de oferta e a incapacidade estrutural das distribuidoras de proteger os preços no futuro". O relatório enumera as semelhanças e as diferenças entre os mercados de energia da Califórnia e do Brasil e examina as possíveis soluções para uma eventual escassez de eletricidade no Brasil. "Embora a experiência da Califórnia seja em certa medida única, ela reforça uma verdade geral: os mercados de energia podem ser imprevisíveis e operar sem fazer ´hedge´ é arriscado" diz o documento, assinado por Cheryl Richer, da divisão de infra-estrutura da S&P. O texto acrescenta que, caso a regulamentação do setor elétrico no Brasil não esteja em vigor até 2003, o ambiente econômico e político poderá influenciar o resultado: as geradoras não aceitarão contratos, a não ser que as distribuidoras aceitem pagar por custos maiores, e a Aneel não aprovará tarifas que repassem aos consumidores os aumentos de custos incorridos no mesmo ano. No final das contas, diz a S&P, os consumidores brasileiros poderão ter de arcar com os custos, tal como aparentemente acontecerá na Califórnia, pelo que indicam os processos judiciais em andamento. A Standard & Poor´s informa que esse relatório, assim como o recente rating B+ atribuído pela agência à Cesp, serão discutidos em uma teleconferência nesta terça-feira às 12h (de Brasília).

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.