Sendo investigado, seria muito ruim para Lula ser ministro, diz líder do PMDB

Para Eunício Oliveira, líder da sigla no Senado, estratégia poderia chamar ainda mais os holofotes para o ex-presidente

Isabela Bonfim, O Estado de S. Paulo

09 de março de 2016 | 13h58

Brasília - Após participar de reunião com Lula nesta manhã, o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) afastou possibilidade de ex-presidente assumir ministério. Para ele, a estratégia é falha e foro privilegiado não é de fato um privilégio. "Neste momento em que é chamado a dar explicações, seria muito ruim para o presidente e para o Brasil que ele aceitasse ser ministro", afirmou.

Após avanço de investigações na operação Lava Jato e condução coercitiva, foi discutida nos bastidores a possibilidade de que Lula assumisse um ministério, como forma de se proteger e fazer uso do foro privilegiado, caso se tornasse réu. Para Eunício, entretanto, a situação chamaria ainda mais os holofotes para o ex-presidente. "Não me colocaria nunca nesta posição de se tornar ministro de Estado para dar uma sensação de que com isso teria outro foro", afirmou.

Eunício também discorda que o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) seja de fato um privilégio. "Quem está no Supremo não tem segunda instância. Não tem absolutamente nada de privilégio. Pelo contrário, é muito mais rápido. Eu discordo dessa opinião e não acredito que vá acontecer".

Ainda de acordo com o senador, essa conversa não evoluiu na reunião e Lula não demonstrou ter recebido qualquer convite por parte da presidente Dilma Rousseff para assumir algum ministério. 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.