Senadores tucanos são contrários à indicação de Aécio Neves

Aloysio Nunes acredita que partido deve, primeiramente, cuidar de questões internas; Alvaro Dias defende que escolha é prematura e que filiados do partido deveriam ser ouvidos

Rosa Costa, de O Estado de S. Paulo

03 de dezembro de 2012 | 17h52

BRASÍLIA - Ao contrário do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra, que lançaram nesta segunda-feira, 3, a candidatura do senador Aécio Neves (MG) à Presidência da República em 2014, os senadores tucanos Aloysio Nunes Ferreira (SP) e Alvaro Dias (PR) entendem que não é hora de tratar da eleição.

Aloysio acredita que o partido deve, primeiramente, cuidar de questões internas. Cita como exemplo a escolha dos dirigentes tucanos nos municípios e Estados e a discussão e atualização do programa do partido. "A eleição da direção nacional deve ser o coroamento desse processo", alega. "Aécio sabe administrar bem o seu calendário, mas antes vamos ter de passar por um processo de definição interna do partido", acrescenta o Aloysio Nunes Ferreira.

O senador Alvaro Dias acredita que o partido deve escolher o nome do candidato ouvindo seus filiados numa eleição primária. Argumenta que a iniciativa fortaleceria o PSDB, valorizando as lideranças do partido. "E o partido possui um bom número deles", afirma, citando entre eles o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. "A abertura para participação direta da militância na escolha do candidato seria o caminho para o fortalecimento do partido", reitera.

Líder do PSDB, Alvaro Dias considera legal que Fernando Henrique Cardoso e Sérgio Guerra tenham suas preferências, mas insiste na tese de oferecer à militância do partido a oportunidade de participar do projeto. Outro ponto defendido pelo líder é que a indicação de um nome para disputar a Presidência da República pode ser prematura, "porque a população não está ainda interessada no processo eleitoral de 2014". Argumenta, ainda, que a colocação de um candidato com tanta antecedência vai favorecer os adversários "que não cuidarão de procurar as virtudes do indicado e, sim, os seus defeitos".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.