Senadores tentam impedir volta de Jader

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Bernardo Cabral (PFL-AM), pretende apressar a votação de dois projetos de resolução com o objetivo de impedir que senadores processados no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar ocupem cargos na Mesa Diretora. As propostas foram apresentadas na semana passada pelo senador Arlindo Porto (PTB-MG) e pela liderança do bloco de oposição no Senado e tem um alvo: Jader Barbalho, que está disposto a reassumir o comando da Casa no próximo dia 17. É certo, no entanto, que os projetos não serão aprovados antes da data em que Jader prometeu voltar à cadeira de presidente do Senado. Isto porque, para entrar em vigor, as novas regras têm de ser votadas na CCJ e no plenário. Na avaliação do presidente interino do Conselho de Ética, senador Geraldo Althoff (PFL-SC), a aprovação dos projetos está garantida, porque, no Senado, a maioria dos parlamentares não terá coragem de votar contra a matéria. "Os projetos visam moralizar o Senado e é isso que todos querem", disse. No PMDB, partido de Jader, por exemplo, já há quem defenda a proposta. É o caso do senador Juvêncio da Fonseca (PMDB-MS), indicado pelo PMDB para presidir o conselho depois da manobra comandada pela cúpula partidária que garantiu a renúncia de seu colega, Gilberto Mestrinho (PMDB-AM), do cargo. Ele afirmou, no entanto, que o senador investigado pela Casa só seria afastado da Mesa a partir do momento em que o processo fosse aprovado pelo conselho de ética e pela CCJ. Com essas exigências, Jader Barbalho, alvo principal dos projetos, não seria afastado agora, como querem o PFL e a oposição. Porque, quando o processo chega na CCJ já está em fase quase final. O próximo passo é o plenário, que decide pela cassação domandato ou a absolvição.

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