Senadores protocolam pedido de explicações sobre parlamentares citados em operação da PF

PT, PDT e PSB protocolaram documento em que solicitam esclarecimentos sobre possível ligação de políticos com empresário preso por envolvimento em jogos de azar

Rosa Costa, da Agência Estado

27 de março de 2012 | 13h10

BRASÍLIA - Depois de não conseguirem marcar um horário para falar com procurador-geral da República, Roberto Gurgel, senadores do PT, PDT e PSB decidiram, então, protocolar um pedido de esclarecimentos sobre os parlamentares citados na Operação Monte Carlo, que investigou a máfia dos caça-níqueis em Goiás. Os parlamentares queriam conversar pessoalmente com Gurgel e o encontro chegou a ser aventado para as 10 horas desta terça-feira, 27, conforme antecipou o líder do PT, Walter Pinheiro (BA).

A audiência foi desmarcada depois que o procurador alegou falta de tempo para receber os parlamentares. "Nós ligamos para ele (Gurgel) e ele disse que está com uma agenda que só termina no final da tarde", informou Pinheiro. "Não faço questão nenhuma de ter contato com ele, mas me preocupa o descaso de, há oito dias, ele não responder à nossa representação", criticou.

O documento foi a primeira solicitação para que o procurador-geral da República informe os senadores sobre os parlamentares envolvidos na operação. O líder reiterou que Roberto Gurgel pode ser alvo de uma queixa no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) se não providenciar essas informações. "Estou fazendo a cobrança do trabalho, para que ele cumpra com suas funções e dê sequência a um processo de apuração", justificou Pinheiro. "Esperamos ter a resposta em 48 horas. Se isso não acontecer, vamos representar no conselho contra ele", disse.

O senador lembrou que o próprio Gurgel declarou ter essas informações desde 2009. "O que nos consta hoje é que o procurador tem uma farta documentação. A operação (Monte Carlo) está encerrada e, portanto, não cabe mais a gente ficar aguardando notícias que vazam de uma suposta investigação sigilosa", disse. O líder entende que a demora em abrir processos contra os parlamentares supostamente envolvidos no esquema "facilita a defesa e estimula a farra de dados divulgadas por meio de uma arapongagem montada no País".

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