Senadores homenageiam Mercadante por fim do mandato

'Tenho certeza que Vossa Excelência tem toda a competência para ocupar qualquer ministério', afirmou Flexa Ribeiro, senador do PSDB

Carol Pires, do estadão.com.br

09 de novembro de 2010 | 14h59

BRASÍLIA - De volta ao Senado pela primeira desde que foi derrotado por Geraldo Alckmin (PSDB) na disputa pelo governo de São Paulo, o senador Aloízio Mercadante (PT) teve seu retrato colocado, nesta terça-feira, 9, na galeria de ex-presidentes da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Adotando o clima de despedida que paira no Senado, os senadores aproveitaram a homenagem para dar algumas sugestões de "emprego" para o petista, que ficará sem mandato a partir de fevereiro do próximo ano.

 

"Não consigo não vê-lo aqui em Brasília em algum ministério. Estou convencido de que Vossa Excelência continua em Brasília ajudando o Brasil", disse o senador Paulo Paim, do PT do Rio Grande do Sul. "Tenho certeza que Vossa Excelência tem toda a competência para ocupar qualquer ministério, não só na área econômica, mas também na política", emendou Flexa Ribeiro, reeleito senador pelo PSDB do Pará.

 

O senador Jayme Campos (DEM) observou que, apesar de ser da oposição, não poderia deixar de elogiar a presidência de Mercadante frente à CAE e se colocou à disposição do petista para conseguir um emprego para ele no Mato Grosso na área da agricultura ou pecuária. "Só não sei se o salário será substancial", brincou.

 

A economista Maria da Conceição Tavares disse que Mercadante teria uma reeleição fácil para o Senado, mas preferiu disputar ao governo de São Paulo por lealdade ao PT. "Todo mundo sabe que ele seria reeleito ao Senado. Ao fazer isso, ele deu uma contribuição para que a Dilma [Rousseff, presidente eleita] perdesse por muito pouco em São Paulo". Mercadante ficou emocionado ao ouvir o discurso da colega.

 

Aloízio Mercante tem sido citado como provável nomeação da presidente eleita Dilma Rousseff para um cargo de primeiro escalão. Mas ao ser confrontado com o assunto, desconversa: "Vou ficar no ministério da Economia Brasileira, que é a aula que eu vou continuar dando lá na Unicamp".

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