André Dusek|Estadão
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Senadores fazem acordo de procedimento na comissão do impeachment

Objetivo é acelerar os depoimentos das testemunhas; interrogatório de Luiz Antonio de Souza Cordeiro, secretário de Organização Institucional do Ministério da Defesa, teve tempo recorde de 25 minutos

Isabela Bonfim e Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2016 | 15h35

BRASÍLIA - Os senadores da base do governo e da oposição fizeram um acordo de procedimento para acelerar os depoimentos das testemunhas nesta quarta-feira, 22, na Comissão Especial do Impeachment.

Após o depoimento da primeira testemunha, os senadores não fizeram questionamentos para o segundo convidado, Luiz Antonio de Souza Cordeiro, secretário de Organização Institucional do Ministério da Defesa. Apenas a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) questionou a testemunha e o interrogatório teve tempo recorde, de 25 minutos.

Acordo semelhante de procedimento para acelerar a sessão foi feito pelos senadores na reunião da terça-feira, 21, no período da noite. 

Mesmo com interrogatório breve, Souza Cordeiro teve tempo suficiente para defender a edição de decreto de créditos suplementares. De acordo com a testemunha, não houve aumento de gastos e sim remanejamento. O secretário da Defesa justificou que os decretos são necessários para não paralisar a pasta.

"Impedir a edição dos decretos atrapalharia muito a execução. Temos uma demanda muito grande e temos limites. Precisamos ter mais flexibilidade naquele projeto que está mais acelerado, por exemplo. O pedido de crédito suplementar e remanejamento dos recursos é muito importante", defendeu. 

Em seguida, os senadores optaram por fazer uma pausa para o almoço. A reunião da comissão está suspensa e o colegiado volta ao trabalho às 15h.

O depoimento da primeira testemunha, o  coordenador-geral de Tecnologia e Informação da SOF, Robson Azevedo Rung, durou aproximadamente duas horas. O interrogatório, entretanto, acabou se transformando em tribuna política.

O senador Álvaro Dias (PV-PR), assim como a autora do impeachment, Janaína Paschoal, acusaram a presidente afastada Dilma Rousseff de "estelionato eleitoral" e "maquiagem de contas" em 2014. Lindbergh Farias (PT-RJ) saiu em defesa da petista e argumentou que o processo se limitava a 2015.

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