Senadores envolvidos no caso sanguessugas ainda podem renunciar

O advogado-geral do Senado, Alberto Cascais, informou o que o processo contra os três senadores acusados de envolvimento com a máfia das ambulâncias só será aberto quando o presidente do Conselho de Ética da Casa, senador João Alberto (PMDB-MA), der um despacho nesse sentido. João Alberto, candidato a vice-governador do Maranhão na chapa encabeçada por Roseana Sarney (PFL-MA), viajou na noite de quarta-feira, 23, para o Estado e não deixou nenhum documento assinado para dar início ao processo. Isso significa que, não tendo sido aberto oficialmente o processo, qualquer um dos três senadores acusados - Ney Suassuna (PMDB-PB), Mago Malta (PL-ES) e Serys Slhessarenko (PT-MT) - ainda pode renunciar ao mandato, escapando do processo e, conseqüentemente, da perda dos direitos políticos pelos próximos oito anos. O advogado-geral do Senado informou que, para a abertura do processo, é necessário o documento (despacho) original. Portanto, um despacho de João Alberto instaurando o processo só poderia ser enviado do Maranhão pelo correio ou trazido pessoalmente por alguém a Brasília. A próxima reunião do Conselho de Ética está marcada para o próximo dia 5.

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