Senadores do PT reúnem-se para definir posição sobre Sarney

Dos 12 senadores petistas, apenas três têm se posicionado claramente em defesa da continuidade de Sarney

Ana Paula Scinocca, da Agência Estado,

05 de julho de 2009 | 18h48

Sob pressão do Palácio do Planalto, a bancada do PT no Senado se reúne nesta terça-feira, 7, para tentar fechar questão em torno do afastamento ou da permanência do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Na semana passada, a maioria dos 12 senadores petistas defendeu que o peemedebista se licenciasse do posto por 30 dias. Um dia depois, porém, o partido foi "enquadrado" pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e recuou.

 

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"A situação de Sarney tem piorado a cada dia. Entendemos e nos preocupamos com a governabilidade, mas também tem a questão moral. O PT tem uma história a zelar", disse o senador João Pedro (AM). Fiel escudeiro e amigo pessoal de Lula, João Pedro, desta vez, acha que o melhor caminho seria a saída de cena, ainda que temporária, do presidente do Senado.

 

Dos 12 senadores petistas, apenas três têm se posicionado claramente em defesa da continuidade de Sarney no cargo: Delcídio Amaral (MS), Serys Slhessarenko (MT), que é integrante da Mesa Diretora, e a líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (SC). A exemplo do último encontro, a reunião desta semana deverá contar com a presença do presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP).

 

"Ainda acho que o afastamento, a licença por 30 dias, é a melhor recomendação a ser feita ao presidente Sarney. Mas não temos condições de impor a ele isso. Eu e a maioria dos senadores do PT pensa assim. Acho que terça vai ser um dia de longos diálogos", resumiu o senador Eduardo Suplicy (SP).

 

A pressão do Planalto para que o PT recuasse na tese de defesa da saída de Sarney ocorreu depois que o peemedebista ameaçou renunciar ao cargo, fato que desencadearia um processo sucessório na Casa e abalaria a aliança PT-PMDB para a eleição presidencial de 2010. 

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