Senadores da base evitam comentar declaração de ministra sobre Bolsa Família

Maria do Rosário (Direitos Humanos) escreveu em seu perfil no Twitter que boatos sobre fim do programa teriam partido da oposição

Débora Álvares e Ricardo Brito

20 de maio de 2013 | 18h29

Brasília - Senadores da base governista evitaram comentar as declarações da ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, que acusou a oposição de criar os boatos que circularam no fim de semana sobre o fim do Programa Bolsa Família. Em seu perfil no Twitter, a ministra escreveu na manhã desta segunda-feira, 20, que as informações deveriam ser "da central de notícias da oposição".

 

Preferindo comentar o fato em si, que levou milhares de brasileiros às agências, o primeiro vice-presidente do Senado, o petista Jorge Viana (AC), disse que seu partido e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram as maiores vítimas de boatos do País. Para o senador, ao reclamar das declarações da ministra, a oposição "vestiu a carapuça". "A oposição está chiando e, agora, querendo colocar a carapuça, mas não tem quem tenha sido mais vítima de boatos neste País que o presidente Lula, que o Partido dos Trabalhadores."

 

Segundo Viana, o governo hoje sofre com o que chamou de "terrorismo" de quem fala contra a inflação e dos problemas do Brasil. "Temos setores que se organizam, ou de maneira desorganizada mesmo, trabalham diariamente contra o País".

 

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) afirmou que cabe à ministra responder às suspeitas que ela levantou. "Quem pode dizer as circunstâncias dessa questão é a ministra. Não me cabe avaliar a posição da ministra. O que estou dizendo é que qualquer fofoca sobre ou contra o Bolsa Família cai perante a verdade", declarou.

 

O peemedebista disse não acreditar que a oposição se preste a fazer esse tipo de "fofoca". "Pelo menos, não publicamente, porque seria uma burrice, seria uma ignorância. Fazer uma fofoca, uma ação contra o Bolsa Família é ir contra o povo brasileiro. Bolsa Família é um patrimônio do povo brasileiro e será mantido pela presidente Dilma cada vez mais", destacou.

 

Tanto Viana quanto Jucá especularam que fato pode estar ligado à antecipação da corrida eleitoral. Ambos, contudo, acreditam que se isso for verdade será um início de campanha ruim. "O pior que podemos fazer é transformar isso em uma disputa política. Se for isso, 2014 está começando muito mal", avaliou o petista. O senador do PMDB disse que esse tipo de ação acaba por fortalecer o governo. "Se partiu de alguém da oposição, foi uma proposta extremamente burra, extremamente mau sucedida que reforça a posição do governo", declarou Romero Jucá.

 

 

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