Senadores aliados fazem obstrução na reunião da CCJ

Governistas agiram em represália ao fato de Demóstenes não ter posto em votação convite para Lina depor

Rosa Costa, AE

19 de agosto de 2009 | 14h10

Os senadores aliados entraram em obstrução na sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), por iniciativa do líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), tomada em represália pela decisão do presidente da comissão, Demóstenes Torres (DEM-GO), de não colocar em votação um requerimento convidando e um convocando a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a prestar depoimento.

 

Dessa forma, o senador democrata evitou que o governo, maioria na comissão, rejeitasse os requerimentos pedindo convoação de Lina Vieira, ex-secretária da Receita Federal. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Lina disse que se reuniu com Dilma Rousseff no final de 2008, e a ministra lhe pediu que "agilizasse" as investigações em torno de Fernando Sarney, filho de José Sarney, presidente do Senado.

Jucá acusou Demóstenes de estar conduzindo os trabalhos da CCJ com parcialidade, "armando emboscadas" e evitando colocar matérias em votação nos momentos em que a maioria dos governistas está presente.

 

"Nós não vamos aceitar isso", declarou Jucá. O senador do Álvaro Dias (PSDB-PR) rebateu a declaração do líder governista afirmando que "esse tipo de jurisprudência" é o mesmo adotado pelo líder do governo como presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras.

 

Manobra da oposição

 

No último dia 12, em reunião da Comissão de Constituição e Justiça, os senadores oposicionistas aproveitaram um descuido da base governista para aprovar o convite à Lina Vieira para depor no Senado - depoimento o qual se deu nesta terça-feira, 19.

 

Na reunião da CCJ que foi aprovado o convite à ex-secretária da Receita Federal, os governistas tinha apenas um membro presente. Assim, a oposição aproveitou o raro momento de maioridade numérica e conseguiu efetivar a ide de Lina ao Senado.

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