Senadora do PT pode estar envolvida com caixa 2 do MS

Serys Shlessarenko aparece em livro do chamado mensalão do Zeca do PT; ela nega participação

JOÃO NAVES, Agencia Estado

09 de novembro de 2007 | 17h22

O Ministério Público Estadual (MPE) do Mato Grosso do Sul investiga evidências de que o suposto esquema de caixa 2 operado durante os oito anos de mandato do ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, também financiou campanha para o Partido dos Trabalhadores.   O exemplo mais claro pode ser o nome da ex-candidata ao governo do Estado vizinho de Mato Grosso e atual senadora do PT, Serys Shlessarenko. Ela aparece nos livros do chamado mensalão beneficiada com a quantia de R$ 200 mil. A assessoria da senadora, distribuiu nota em que nega a participação dela no suposto esquema de caixa 2.   Veja Também:   Entenda o mensalão do Zeca do PT O MPE informou ainda que os testemunhos estão reforçando as denúncias feitas pelo órgão, apontando políticos, publicitários, policiais e jornalistas que auferiram lucros ilícitos com o suposto esquema.   O comandante da Polícia Militar (PM) de Mato Grosso do Sul, coronel Geraldo Garcia Orti, aceitou as condições do benefício da delação premiada e deixou de ser réu nas ações judiciais sobre o chamado "mensalão do PT" no Estado. O nome dele figura entre os das mais de 200 pessoas acusadas de receber pagamentos mensais de R$ 5 mil a R$ 50 mil. O coronel explicou aos promotores do MPE que realmente recebia a mensalidade de R$ 5 mil, mas não sabia tratar-se de verba do caixa 2 de Zeca do PT. Em sua defesa, o secretário de Segurança Pública, Wantuir Jacine, afirmou que "o coronel recebeu o dinheiro como suprimento de fundos e fez prestação de contas". O dinheiro do suposto esquema era desviado da verba destinada à publicidade do governo do Mato Grosso do Sul.

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