Senador tucano volta a cobrar CPI sobre caso Waldomiro

O senador tucano, Antero Paes de Barros (MT), voltou a cobrar a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos - para a qual os líderes dos partidos aliados ao governo se recusaram a indicar representantes - e considerou o caso Waldomiro Diniz mais grave do que o episódio envolvendo o responsável pelo caixa da campanha do ex-presidente Fernando Collor, Paulo Cesar Farias, que foi assassinado. Paes de Barros disse considerar o caso Waldomiro "infinitamente mais grave que o episódio de PC Farias". Segundo o senador matogrossense, PC não teria morado com Collor nem despachava no Planalto como o ex-assessor de Dirceu (Waldomiro).O senador tucano questionou também a autoridade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sugeriu que o presidente estaria sendo comandado pelo ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. "Quem manda no governo: o Lula ou o Dirceu?", indagou, para quem a "autoridade do governo está se corroendo". Para o senador, enquanto essa situação persistir, o governo não vai recuperar a credibilidade. "A autoridade do governo está-se corroendo", afirmou. Depois de discursar, Paes de Barros comentou: "Não é possível que o presidente, com sua sensibilidade política, não tenha percebido que está a cada dia sendo desautorizado pelo ministro. Quem ganhou a eleição foi o discurso da moral e ética do PT e não do pragmatismo e fisiologismo do ministro Dirceu, que se impõe dentro do governo".

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