Dida Sampaio|Estadão
Dida Sampaio|Estadão

Senador tucano deve fazer pronunciamento para se defender

Aécio Neves também pretende ouvir seus colegas de PSDB antes de decidir se reassume a presidência da legenda

Thiago Faria, O Estado de S.Paulo

03 de julho de 2017 | 03h00

BRASÍLIA - Autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a retomar o mandato no Senado, Aécio Neves (PSDB-MG) avalia fazer nesta terça-feira, 4, um discurso no plenário para se defender das acusações da Procuradoria-Geral da República (PGR). O mineiro também pretende ouvir seus colegas de partido antes de decidir se reassume a presidência da legenda, ocupada interinamente pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Aécio estava afastado do mandato desde maio, após decisão do ministro Edson Fachin, do STF. Na ocasião, o senador também se afastou do comando nacional da legenda. Nesta sexta-feira, 30, porém, o ministro Marco Aurélio Mello derrubou a decisão e autorizou a volta de Aécio ao Senado.

Na avaliação de tucanos ouvidos pelo Estado, caberá agora apenas a Aécio decidir sobre o retorno ao comando do partido, pois seu afastamento foi uma decisão unilateral.

“É um direito dele tomar essa decisão, que é muito pessoal. Agora, evidentemente, há um abalo por tudo que aconteceu e é preciso ser levado em conta na hora de pensarmos o que é melhor para o partido”, afirmou o vice-presidente do PSDB Alberto Goldman, que é próximo ao senador José Serra (PSDB-SP).

Um dos que devem ser ouvidos será o líder da bancada tucana no Senado, Paulo Bauer (PSDB-SC), que indica preferir a permanência de Tasso. “Considero que o Tasso está sendo um presidente com um bom desempenho, conduzindo muito bem o partido”, afirmou. Bauer, no entanto, disse ainda não ter conversado com Aécio sobre o assunto, o que deve ocorrer nesta segunda-feira, 3.

Para o presidente Michel Temer, o melhor seria a volta do senador mineiro ao comando da legenda. Aécio é um dos principais fiadores da permanência do PSDB na base, enquanto Tasso tem dado declarações mais alinhadas com a ala que defende o desembarque. 

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