Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Senador que votou contra Dilma defende retirar pedalada de processo

Ivo Cassol (PP-RO) disse que Plano Safra foi um êxito; mudança representou uma surpresa no placar esperado após votação que aprovou relatório de Anastasia

Julia Lindner e Isabela Bonfim, O Estado de S. Paulo

10 de agosto de 2016 | 02h56

BRASÍLIA - O senador Ivo Cassol (PP-RO), que votou a favor do prosseguimento do processo de impeachment na madrugada desta quarta-feira, 10, mudou de lado ao analisar a retirada das pedaladas relacionadas ao Plano Safra do processo de impeachment. Ele afirma que votou assim porque o programa foi um êxito para o desenvolvimento do Brasil. 

"Não mudei de posição. Se teve um período que vivemos com fartura e juros baixos foi no Plano Safra. Temos que valorizar. Por isso, votei favorável. Não é justo sacrificar a presidente Dilma com o juro que ela praticou. Foi algo especial para população. Não mudei de lado", afirmou o senador.

Seu voto representou uma surpresa no placar esperado. Na primeira votação, que aprovou o relatório de Antonio Anastasia (PSDB-MG), o resultado foi 59 a 21. Em seguida, os senadores começaram a votar destaques, que poderiam retirar acusações contra a presidente. O senador, que antes havia votado pelo prosseguimento do impeachment, votou pela retirada das pedaladas e o placar registrou 58 a 22 votos pela manutenção das pedaladas, que não serão retiradas do processo no julgamento final.

No mesmo momento, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), principal articulador do presidente em exercício Michel Temer no Congresso, correu para falar com Ivo Cassol. Em uma conversa bem humorada, Jucá questionou Ivo pelo voto. Cassol disse que o Plano Safra ajudou o País e Jucá retrucou que a votação não tinha nada a ver com os benefícios do Plano Safra. Na votação seguinte, Jucá permaneceu ao lado de Cassol, vigiando o voto do senador.

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