Senador petista critica política do 'olho por olho'

O senador petista Jorge Viana (AC) afirmou nesta quinta-feira (13) que, mesmo diante do que considera uma "campanha para destruir a imagem" do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não se pode fazer política na base do "olho por olho". Viana criticou o convite aprovado na Comissão Mista de Controle de Inteligência, com o apoio do líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), para que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fale sobre uma suposta lista de propina em Furnas no seu governo.

RICARDO BRITO, Agência Estado

13 de dezembro de 2012 | 17h41

"Há uma campanha para destruir a imagem de Lula. Mas isso não nos dá razão para fazer o olho por olho. Eu vou continuar respeitando o ex-presidente Fernando Henrique. Em seu governo endossei documentos que pediam investigações, mas nunca questionei sua honestidade. Se concordar com isso agora, eu perco a razão. Não é justo isso", disse. Jilmar Tatto, autor do requerimento, chegou a dizer que "se eles querem guerra, vão ter.". Viana fez esses comentários nesta quinta-feira (13), da tribuna do Senado, e também em conversa com jornalistas.

Viana reagiu ao que considera como "repercussão fora do comum" às declarações do empresário Marcos Valério feitas ao Ministério Público Federal e reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo de que pagou despesas pessoais do ex-presidente Lula. "Não é o senhor Marcos Valério que quer desmoralizar o presidente Lula, é uma orquestração", afirmou o petista.

Para o petista, Lula não é desonesto, não compactua com a corrupção e tampouco é antidemocrático. "Não tentem pegar este caminho", afirmou Viana, que acredita haver um "ambiente de enfrentamento institucional". O senador disse que "obviamente" alguns não se conformam com os dez anos de governos do PT, mas, na opinião dele, as acusações beiram a um golpe.

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