Senador Flávio Arns anuncia desfiliação do PT

O senador espera que seu mandato não seja cassado, pois alega que 'infiel' foi o partido

Carol Pires, AE

27 de agosto de 2009 | 15h37

O senador Flávio Arns, eleito pelo Paraná, anunciou nesta quinta-feira, 27, em plenário, sua desfiliação do Partido dos Trabalhadores (PT). O senador disse que deixou o partido por não concordar com o posicionamento tomado pela bancada de votar pelo arquivamento das denúncias movidas contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no Conselho de Ética. A carta de desfiliação foi entregue na manhã desta quinta ao diretório municipal do partido de Curitiba.

 

Arns era do PSDB antes de ser eleito, em 2002, pelo PT. No ano que vem, o senador deve concorrer à reeleição, e, pela lei eleitoral, precisa estar filiado a outra legenda até o início de outubro. Ele não informou, entretanto, por qual partido ele irá se candidatar.

 

Arns disse esperar que a Justiça Eleitoral não tire o seu mandato, baseado na lei de fidelidade partidária, pois, na avaliação do senador, o PT rompeu com seus ideais de ética, e, por isso, também descumpriu a fidelidade para com ele. "O mandato é para estar em sintonia e respeito com a sociedade. E se houver o debate judicial, vamos enfrentar com a maior tranquilidade, com a maioria segurança. Espero que a Justiça diga que a fidelidade tem que ser de mão dupla. E o partido foi infiel", disse.

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