Senador entrega relatório sobre envolvimento de Suassuna

O senador Jefferson Péres (PDT-AM) apresenta nesta quarta-feira seu relatório sobre o envolvimento do senador Ney Suassuna (PMDB-PB) na máfia dos sanguessugas. Peres vai dizer se Suassuna deve ou não ter o mandato cassado pela quebra do decoro parlamentar. A decisão sobre os outros dois parlamentares denunciados pela CPI dos Sanguessungas - Serys Slhessarenko (PT-MT) e Magno Malta (PL-ES) - só será conhecida depois das eleições. O relator adiantou que deve optar pela condenação ou absolvição de Suassuna, sem recorrer a penas intermediárias de suspensão do mandato ou de repreensão. "Procurei ser magistrado e fazer julgamento isento", afirmou. Ele recebeu na terça-feira a defesa em que Suassuna afirma que pedir para uma funcionária "rubricar" documentos em seu nome não é assunto para o conselho de ética.Suassuna voltou a se defender da tribuna, dizendo que está sendo injustiçado pela acusação de envolvimento com o esquema. "Aprendi com meu pai a ter sempre responsabilidade e honestidade, falando sempre de peito aberto", alegou. "Por isso fiquei zangado quando disseram que eu explodiria, porque o que eu tenho de dizer ou fazer, digo e faço na cara". O julgamento do parecer de Peres terá de ser adiado se não estiverem presentes pelo menos oito dos 15 integrantes do conselho. Pode ainda não ocorrer se, mesmo com quorum, houver pedido vistas. O presidente do conselho, senador João Alberto (PMDB-MA), fez um apelo aos colegas para que compareçam. No entender de Peres, a ausência de parlamentares comprometerá a imagem do Senado. "Espero que eles avaliem o quanto isto será negativo para a Casa", defendeu.Também estão previstos para quarta-feira depoimentos solicitados pelos relatores dos processos contra Serys e Magno e pelos próprios parlamentares. Serão ouvidos dois ex-assessores da senadora João Policeno Rosa Netto e Sérgio Henrique Ribeiro Dias e de Maria Estela da Silva, ex-secretária da Planam, empresa apontada como principal organizadora do esquema da fraude. No processo de Magno, serão ouvidos dois ex- proprietários do veículo entregue ao senador pelos donos da Planam, e a mulher do deputado Lino Rossi (PP-MT), Querli Batisgtello. Está ainda previsto uma acareação entre um dos donos da empresa, Darci José Vedoin e do chefe de gabinete de Magno, Hazenclever Lopes Cançado. Darci afirmou, em depoimentos, que se encontrou com Hazenclever no gabinete do senador para tratar de emendas ao Orçamento. O funcionário nega.

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