Senador endossa decisão de Dilma de afastar suspeitos

Pinheiro disse que líderes conversaram com governo para que ministros agências prestem esclarecimentos sobre denúncias

Renata Veríssimo Célia Froufe, O Estado de S. Paulo

27 de novembro de 2012 | 13h32

BRASÍLIA - O senador Walter Pinheiro (PT-BA) disse nesta terça-feira, 27, que a presidente Dilma Rousseff fez o que devia em relação às denúncias envolvendo servidores do alto escalão do governo, que foi exonerar os envolvidos dos cargos. "Não é algo da presidente. São figuras na estrutura do serviço público que usaram o cargo para tentar extrair vantagens. A presidente fez o que devia, que foi exonerar do cargo", afirmou o senador, numa referência à Operação Porto Seguro, que denunciou um esquema de venda de pareceres técnicos em favor de empresas e de tráfico de influência, envolvendo pessoas como a ex-chefe de gabinete do escritório regional da presidência em São Paulo Rosemary Nóvoa de Noronha e o ex-advogado geral da União adjunto José Weber Holanda.

O senador fez ainda uma comparação da atitude da presidente a partir das denúncias da Polícia Federal com o caso de Carlos Augusto Cachoeira, o Carlinhos Cachoeira. "Se alguém tivesse mandado parar (o esquema de Cachoeira), não teríamos demorado três anos para levar adiante as denúncias", disse referindo-se à CPI do Cachoeira.

Pinheiro disse que os líderes já conversaram com o governo sobre a necessidade de ministros e presidentes de agências prestarem esclarecimentos sobre as denúncias da Polícia Federal no Congresso. "É uma coisa que assusta a todos nós. Pessoas que têm mandato, pessoas que têm carreira e que agem em benefício próprio ou para beneficiar outros", comentou.

O senador elogiou ainda o trabalho da Polícia Federal. "A PF fez um trabalho importante e mostra que é um ótimo organismo de combate à corrupção", disse, ao deixar o ministério da Fazenda, onde esteve reunido com o ministro Guido Mantega e outros líderes da base aliada para discutir ICMS.

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