Senador do PR em Rondônia é cassado por compra de votos

O senador Expedito Junior (PR-RO) vai recorrer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia, que cassou seu mandato, na noite da última quinta-feira, 12, por sete votos a zero. O tribunal concluiu que Expedito comprou votos, na campanha de 2006. Nos próximos dias, pela mesma acusação, deverá ser julgado também o governador do Estado, Ivo Cassol.Segundo o gabinete, o senador deverá entrar também com outra ação no TSE para responder ao processo sem deixar o cargo. O senador considerou injusta a decisão, mas acredita que seja revertida no Tribunal Superior Eleitoral.De acordo com informações do TRE do Estado, Expedito Júnior foi acusado pelo Ministério Público Eleitoral de crime eleitoral de compra de votos na campanha eleitoral de 2006. Segundo a acusação do Ministério Público, o candidato eleito fazia parte de um esquema que contratou funcionários da empresa Rocha Vigilância, às vésperas do primeiro turno das eleições de 2006, para trabalhar como ?formiguinhas? (nome dado aos cabos eleitorais em Rondônia). Os funcionários teriam recebido R$ 100, cada um, para votar em um grupo de candidatos, que incluía Val Ferreira, mulher do senador, e José Antônio, irmão deste, e o governador eleito Ivo Cassol. O TRE informou ainda que de acordo com o MP e com base em depoimentos colhidos pela Justiça e Polícia Federal, pessoas ligadas ao senador teriam depositado R$ 100,00 na conta de 959 funcionários da Rocha Vigilância, de propriedade de Irineu Gonçalves, de irmão de Expedito, às vésperas das eleições de 2006, para que estes votassem nos candidatos indicados.Texto ampliado às 21h45

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