Senador do PMDB mantém influência no governo federal

Sarney mantém indicado no Ministério de Minas e Energia, Edison Lobão, e influencia em decisões do setor no governo Dilma

JOÃO DOMINGOS / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

24 Junho 2014 | 02h06

Nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e de sua sucessora, Dilma Rousseff, o senador José Sarney (AP) se destacou pela lealdade, mas também cobrou caro o apoio.

Nos 12 anos de gestão do PT no Palácio do Planalto, Sarney teve muito mais influência no setor elétrico do que os próprios petistas. Dominou tanto o Ministério de Minas e Energia quanto as estatais do setor.

Nos primeiros dois anos e meio do governo de Lula, a ministra de Minas e Energia foi Dilma Rousseff. Nesse período, Sarney contentou-se com a indicação de dirigentes da Eletrobrás e da Eletronorte. Mas, quando Dilma deixou o ministério em 2005, para substituir na Casa Civil a José Dirceu - que saiu após o escândalo do mensalão -, Sarney indicou Silas Rondeau para a pasta. Rondeau acabou deixando o ministério após surgirem suspeitas de que ele estaria envolvido num suposto esquema de recebimento de propinas. Sarney levou para o lugar dele o ainda hoje ministro Edison Lobão, que tinha acabado de deixar o PFL para aderir ao PMDB.

Esplanada. No governo de Dilma Rousseff a força de Sarney se desconcentrou das estatais - que receberam maior atenção da presidente - e se concentrou nos ministérios. Até a reforma ministerial feita no final de março e início de abril, Sarney manteve a indicação de nomes de sua estrita confiança nas Minas e Energia e no Turismo.

Sozinho, ele teve mais ministros do que grande parte dos partidos aliados, como PP, PR, PRB, PDT e PC do B, que contam com um ministro cada. Nem a queda do então ministro Pedro Novais do Turismo, por suspeita de corrupção, abalou Sarney. Para o lugar do demitido ele indicou Gastão Vieira, do PMDB do Maranhão. Atualmente ele só controla a pasta de Minas e Energia.

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