Senador do PMDB defende CPI da Corrupção

O senador José Alencar (PMDB-MG) - um dos indicados pelo PMDB para ocupar o Ministério da Integração Nacional, segundo o líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL) -, fez um discurso no plenário do Senado, reiterando sua defesa da CPI da Corrupção."Eu pedi uma CPI para mim e defendo que sejam feitas as investigações para que se esclareçam todas as denúncias", afirmou. "Não me submeterei, com esta possibilidade (a indicação para o Ministério) a interesses subalternos ", afirmou o senador.José Alencar escreveu uma carta em maio deste ano ao presidente Fernando Henrique Cardoso, justificando seu apoio à CPI.Ele considerou que, apesar do possível uso político da comissão, como argumenta o governo, o presidente Fernando Henrique tem chance de sair bem da CPI.O senador Renan Calheiros informou que a lista enviada nesta quarta-feira ao presidente Fernando Henrique Cardoso tem, além de José Alencar, os nomes do deputado Benito Gama (BA), do assessor político da Presidência da República, Moreira Franco, e do senador Ramez Tebet (MS).Alencar explicou que com a CPI pretende esclarecer uma insinuação contida em reportagem da revista Veja, de 1998, de que o governo teria induzido fundos de pensão a aumentar a participação de capital em sua empresa têxtil, a Coteminas.A revista publicou que Alencar estava reclamando "de barriga cheia" do não pagamento de camisetas que sua empresa teria vendido para a campanha de Fernando Henrique e que não foram pagas pelo PSDB.Conforme a revista, Alencar já teria sido atendido pelo investimento dos fundos de pensão na empresa.José Alencar defendeu-se, respondendo que o aumento de capital da Coteminas foi feito em 1997, e a venda de camisetas ocorreu em 1998.Para esclarecer o fato, ele chegou a pedir, na época, a abertura de uma CPI, mas não conseguiu as 27 assinaturas, obtendo apenas uma moção de desagravo com mais de 70 assinaturas.

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